sábado, 4 de janeiro de 2014

A reversão dos Voos da Azul para Parnaíba


Por Mário Pires Santana
Quando estávamos a comemorar a revitalização do Aeroporto Dr. João Silva Filho em Parnaíba, no momento em que a Azul anunciou a aprovação pela ANAC do voo Fortaleza/Parnaíba/fortaleza com data e horário marcados para o dia de 20 de fevereiro com uma frequência de três voos semanais às terças, quintas e domingos; quando Parnaíba inaugurou uma agência de viagem/turismo da CVC; quando Parnaíba vive um momento de retomada do crescimento a olhos vistos; quando empresários investem 100 milhões na construção de dois shoppings centers; quando Parnaíba ganha dois cursos de medicina, eis que o governador Wilson Martins numa atitude de desrespeito, insensatez e clara demonstração de que não tem interesse na inclusão de Parnaíba na Malha Viária Nacional, anuncia que não mais concederá o incentivo da redução do ICMS do combustível, pela não inclusão de imediato do voo Parnaíba/Teresina/Parnaíba.
Essa decisão é de um absurdo incalculável. A própria Azul já informou que logo em seguida incluirá o voo Teresina/Parnaíba.
Qual será mesmo o motivo verdadeiro de travar o desenvolvimento do turismo no Litoral? Será porque Teresina jamais conseguirá atrair turistas? Por que tanta raiva de Parnaiba? Qualquer pessoa de conhecimento mediano sabe que o desenvolvimento do turismo no Piauí há que invariavelmente passar pelo Litoral. Foi assim em todo o Nordeste. Então, porque Teresina não está no Litoral, trava-se a região litorânea? Por que os governadores não nomeiam para Secretaria de Turismo pessoas com experiência e conhecimento de causa? Podendo inclusive importar do Ceará. Que culpa tem o Litoral se o Conselheiro Saraiva lá no Século XIX equivocadamente transferiu a capital de Oeiras para a Chapada do Corisco? Teresina hoje é uma grande cidade, quase metrópole. Mas jamais terá turismo e para que ela continue crescendo não é impeditivo que se destrave o turismo no Litoral.

Encerro com uma certeza inexorável: os voos, sejam da Azul ou de outra empresa virão, não por vontade do governador ou dos políticos do Piauí, mas pelo palpável "novo ciclo de desenvolvimento" que vive a predestinada Parnaíba.   
Edição: Mário Pires Santana