segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Insegurança pública

Por Arimatéia Azevedo

Um grupo de estudantes foi assaltado por uma dupla de motoqueiros, na porta de uma escola onde esperavam pelo ônibus que os levaria para casa. Isso ocorreu na cidade de Joaquim Pires, a 240 quilômetros de Teresina. Moram lá 14,1 mil pessoas – metade dos residentes no conjunto habitacional Mocambinho, zona Norte de Teresina. O episódio é apenas um entre tantos que tornaram a violência uma incômoda rotina para moradores de pequenas cidades – frequentemente vitimadas pelo que está sendo conhecido como novo cangaço: bandidos que tomam as cidades para roubar bancos, lotéricas e agências postais, sem que haja pelo menos esperança de que se possam evitar essas cada vez mais frequentes e espetaculares ações criminosas. No limite, as comunidades vivem com medo, reféns em face da crescente insegurança. Se antes havia em cidades menores aquela tranquilidade de se sentar à porta e jogar conversa fora, agora as pessoas se trancam em casa, limitam seus movimentos, gastam mais dinheiro com itens de segurança – como um muro mais alto, uma cerca elétrica – e padecem de maior estresse, algo antes mais afeito aos moradores das grandes cidades, estes também sitiados pela violência nossa de todo dia.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana