sábado, 25 de fevereiro de 2017

Osso duro

Por Arimatéia Azevedo

Sem poder e, portanto sem ter quem lhe desse ouvidos e microfones, Mão Santa é um adversário que incomoda – embora não assuste mais tanto, porque fez o caminho de volta à sua cidadela litorânea e de lá parece não ter mais tempo nem força para voos mais altos. No entanto parece razoavelmente relevante o enclave que o atual prefeito de Parnaíba pode impor a Wellington Dias e a sua condição de coringa eleitoral nas hostes adversárias do governador. A derrota eleitoral do PT em Parnaíba, justamente impingida por Mão Santa, parece ter sido digerida rapidamente pelo núcleo duro do governo, formado evidentemente por petistas. Porém, possivelmente eles estejam subestimando as consequências da eleição. Mão Santa não desce do palanque: ele vai responsabilizar o PT e evidentemente o governador por tudo de ruim que ocorrer e venha a ocorrer em Parnaíba, como é do feitio de populistas de sua estirpe. Nessa batida, seguirá minando a credibilidade de Wellington Dias no eleitorado parnaibano. Ora, se cabe ataque, cabe revide e medidas protetivas por parte do atacado. Como não é da natureza do governador uma resposta direita ao adversário, cabe-lhe agir por ações indiretas e muitas delas podem e devem ser uma melhoria do que cabe ao governo fazer. Um exemplo: nas avaliações do Ideb, as escolas de Parnaíba encontram-se entre as de desempenho menos favorável no Piauí. Cabe agir para mudar essa situação. Porém, mais urgentemente, cabe ao governo agir para melhorar infraestrutura na cidade. Poderia começar fazendo uma ampla e necessária reforma no Porto das Barcas, terminando a estrada entre Parnaíba e Ilha Grande e concluindo a revitalização do Porto dos Tatus.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana