quinta-feira, 2 de março de 2017

O que foi bom (e ruim) no litoral

Por Arimatéia Azevedo

O rescaldo da folia de carnaval se mede pelo estrondoso sucesso das iniciativas populares e a falha em muitos setores da alçada do setor público. É bem verdade quando os inúmeros acidentes nas estradas são motivados pelos próprios motoristas, seja pela imprudência, excesso de velocidade ou pelo consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas. Mas também as rodovias federais e estaduais nem sempre se encontram em condições de suportar o grande movimento, seja por falhas na pavimentação ou na sua sinalização. No litoral piauense, de modo mais específico, a grande presença do público fez o sucesso da folia, mas foram ressaltadas as faltas recorrentes das ações de governo. Se, de um lado, São Pedro ajudou, e, mesmo despejando chuvas torrenciais não houve pane no fornecimento de energia elétrica, a falta de água potável, para uso e consumo nas localidades mais distantes, como Barra Grande, Macapá e Cajueiro da Praia, são problemas conhecidos, de solução anunciada, mas jamais resolvidos. Uma adutora foi prometida para solucionar a dificuldade de abastecimento de água dessas localidades, mas não saiu do papel. Ou melhor, na informação oficial está em obras. Como se disse, o êxito do carnaval no litoral se comprova pela presença maciça das pessoas que acreditaram nos inúmeros empreendimentos da iniciativa privada. Em números, pela história recente, tem-se que somente 30 por cento das pessoas que vão ao litoral no período do carnaval são piauienses, e 70 por cento são pessoas de outros Estados, atraídas pela exuberância das atrações do litoral, em que se destacam a beleza das praias, o mar tranquilo e os ventos fortes que atraem os esportistas da nata do kite surf mundial, dentre tantas outras. No cômputo geral, afinal, sobrou boa vontade da população que procurou se divertir e aproveitar o quanto pode, e o que faltou – a firme presença da gestão púbica, seja municipal e estadual - pode ser sanado ao longo de todo este ano. O povo tem esperança.
Fonte: Potal AZ
Edição: Mário Pires Santana