sábado, 22 de abril de 2017

Luz e sombra

Por Arimatéia Azevedo 

Nesta semana, no mesmo dia, 17 de abril, segunda-feira, duas publicações trouxeram uma excelente e uma péssima notícia para o setor de energia no Piauí. A boa, veiculada num documento mensal da Associação Brasileira de Energia Eólica, informa que o Piauí ultrapassou a casa de um gigawatt de energia gerada pelos ventos, precisamente 1.069 quilowatts – quase quatro vezes a capacidade instalada da usina hidrelétrica de Boa Esperança (272 quilowatts). Em contraponto, a notícia ruim é que a distribuidora estatal de energia do Estado, a Cepisa, fechou o balanço 2016 com um prejuízo bruto de 506,7 milhões, um pouco menor que o do exercício anterior, que foi de R$ 562,9 milhões. Na soma dos dois prejuízos, R$ 1,069 bilhão. Temos aí uma situação em que uma empresa estatal altamente endividada, num ambiente de redução de consumo, não consegue reduzir suas perdas de energia, tampouco cortar custeio – sobretudo com pessoal. Na outra ponta, as geradoras de energia seguem investindo para ampliar a geração de energia no Estado – e isso ainda é insuficiente, porque o aumento da produção de energia no Piauí ainda não é capaz de dar conta da demanda interna. Isso porque, segundo o balanço da Eletrobras/Cepisa, a energia comprada somou 3.332 mil quilowatts, dos quais, as perdas consumiram 1.230,9 mil quilowatts – mais que quatro três vezes a produção de energia de Boa Esperança.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana