segunda-feira, 24 de abril de 2017

Mistura fina

Por Arimatéia Azevedo
 
O PMDB é um partido de contorcionistas. Marcelo Castro, que apoiou Dilma na luta contra o impeachment, está quieto em relação a Temer e claramente vai ocupar espaços no governo do correligionário que o PT chama de golpista. Já outro mandarim do partido, Themistocles Filho, desde sempre foi a favor do impeahcment e de Temer e tem tirado proveito disso, mas mantendo relações tão amistosas com o petista Wellington Dias que se coloca como vice na tentativa do petista de obter um quarto mandato de governador. Marcelo e Themistocles já dão como favas contadas uma aliança eleitoral com Wellington no ano que vem. Em oposição a essa postura, coloca-se João Henrique Sousa, nomeado por Temer para um alto cargo (presidente do conselho do Sesi), mas sem força para fazer valer sua posição no mundo de interesses que é seu partido. O ex-ministro prega para surdos desinteressados, sendo um quixote tristonho em seu intento de fazer valer uma candidatura própria do PMDB em 2018. Talvez falte a João Henrique a capacidade de amoldar-se, sendo um contorcionista capaz de defender localmente um petista e em nível nacional um candidato a presidente no que, digamos, o PT pode vir a chamar de espectro político golpista ou direita ou seja lá o que for. Nisso, se o ex-ministro é um perna-de-pau, seus principais contendores no PMDB estadual são craques da estatura de um Messi ou um Cristiano Ronaldo.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana