sexta-feira, 14 de julho de 2017

ECONOMIA DESABA EM MAIO E PROVA QUE TEMER APROFUNDA A DEPRESSÃO

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,51 por cento em maio na comparação com abril, informou o Banco Central nesta sexta-feira; a leitura frustrou a expectativa de crescimento de 0,5 por cento no mês na mediana das projeções em pesquisa Reuters com analistas; ou seja: Michel Temer e Henrique Meirelles continuam aprofundando a depressão econômica produzida pelo golpe de 2016 e vendida ao público como "retomada".
Por Brasil 247
Os economistas terão que rever suas projeções. Dados do Banco Central, divulgados nesta manhã, apontam que a economia afundou 0,5% em maio, quando a aposta era de crescimento na mesma proporção. Ou seja: o golpe, que começou a ser preparado em 2015, e já retirou cerca de 10% do PIB nacional, continua destruindo riquezas no Brasil.
Abaixo, reportagem da Reuters:
SÃO PAULO (Reuters) - O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,51 por cento em maio na comparação com abril, informou o BC nesta sexta-feira. A leitura frustrou a expectativa de crescimento de 0,5 por cento no mês na mediana das projeções em pesquisa Reuters com analistas.
Leia também reportagem sobre o resultado frustrante do setor de serviços:
SÃO PAULO (Reuters) - O setor de serviços brasileiro reduziu com força o ritmo de crescimento em maio, ficando praticamente estável e abaixo do esperado, em meio à intensa crise política que afeta o governo do presidente Michel Temer. O volume de serviços registrou alta de 0,1 por cento em maio sobre o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, após ter avançado 1 por cento em abril. A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,5 por cento.
Sobre maio de 2016, o volume de serviços teve queda de 1,9 por cento, contra expectativa de baixa de 1,6 por cento. Entretanto, essa foi o menor recuo desde abril de 2015. Segundo o IBGE, o destaque no mês foram Outros Serviços, com aumento de 6,2 por cento, seguidos pela alta de 2,4 por cento de Serviços profissionais, administrativos e complementares.
Na outra ponta, os setores de Serviços de informação e comunicação e o de Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, terminaram maio com quedas respectivamente de 0,3 e 0,2 por cento. Já o agregado especial das atividades turísticas teve retração de 2,6 por cento na comparação mensal, segunda queda seguida.
O setor de serviços está sofrendo com a elevada taxa de desemprego, que afeta diretamente a renda da população, mesmo com o cenário de inflação cada vez mais fraca e juros em queda. O cenário macroecônomico também foi afetado, a partir de meados de maio, pela forte crise política desencadeada após delações de executivos do grupo J&F que levaram à denúncia por crime de corrupção passiva contra Temer.
O indicador de confiança do setor de serviços apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou em junho a maior queda em um ano e nove meses, indicando que a atividade do setor permanecerá fraca.
Fonte: Brasil 247
Edição: Mário Pires Santana