quinta-feira, 6 de julho de 2017

MAIA JÁ TRAÇA AGENDA PARA QUANDO SUBSTITUIR TEMER

Com Michel Temer cada vez mais isolado e prestes a perder o apoio do PSDB, Rodrigo Maia (DEM-RJ) se vê mais próximo da Presidência; o próprio Maia já começa a traçar seus planos para quando estiver no Planalto; a ideia é tentar passar uma postura "institucional" durante o processo de transição; o presidente da Câmara já conta com forte apoio de empresários e agentes do mercado, uma vez que o afastamento de Temer e sua posse, mesmo como interino, daria fôlego para a coalizão governista continuar com a agenda de reformas; nos bastidores, o deputado já faz articulações com parlamentares para a sucessão. 
Por Brasil 247
Diante da situação cada vez mais complicada de Michel Temer, que está prestes a perder o apoio do PSDB, o principal partido de sua base, Rodrigo Maia já trabalha com um cenário em que esteja no Planalto. O presidente da Câmara pretende manter postura "institucional", sem defender o governo, mas também sem articular sua derrocada. Num cenário de afastamento de Temer, Maia assume como interino por seis meses, mantém a coalizão de partidos da base e aprova reforma mínima da Previdência.
Esse cenário tem ganhado força com o apoio de empresários e agentes do mercado. A avaliação é que o fatiamento das denúncias contra Temer levará a agenda do governo e do Congresso a ser unicamente a das investigações. A economia ficará em segundo plano. Em setembro, se Temer se salvar, o calendário já será o das eleições de 2018 e não haverá mais chances de votar as reformas. O afastamento de Temer e a posse de Maia, mesmo como interino, daria fôlego para a coalizão governista tentar uma agenda econômica mínima para mostrar à sociedade na eleição. A reforma da Previdência seria a possível: aprovação de idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres - uma versão mais completa, só no próximo mandato.
As informações são de reportagem de Raphael Di Cunto e Marcelo Ribeiro no Valor.
Fonte: Brasil 247
Edição: Mário Pires Santana