quarta-feira, 5 de julho de 2017

Piauí é um dos estados com maiores índices de feminicídio no país

A cada uma hora e meia, uma mulher morre vítima desse tipo de crime no Brasil
Por Marta Alencar

Iarla Lima, Francisca Sousa e Luiza Pereira dos Santos. Todas as três piauienses foram vítimas de um tipo recorrente de crime que nem a Lei do Feminicídio, em vigor desde março de 2015, nem as medidas protetivas disponibilizadas pela Lei Maria da Penha têm sido suficientes para diminuir. No Brasil, uma mulher morre vítima de feminicídio a cada uma hora e meia.
Arimatéia Azevedo
Em 99% dos casos dos assassinatos contra as mulheres, as vítimas já estavam em um ciclo da violência que começou com uma discussão, um relacionamento abusivo, passou para ameaças, xingamentos, lesões corporais leves e mais graves até culminar no feminicídio. Cada assassinato de uma mulher carrega uma tragédia impossível de ser mensurada nas estatísticas. O Piauí é um dos estados com maiores índices de feminicídio no país. Segundo estudo do Núcleo de Feminicídio no Estado, 84 mulheres foram mortas violentamente entre 2015 e 2016, o que corresponde a uma média de 4,6 vítimas por mês, ou uma por semana. Desse total, 50 foram vítimas de feminicídio.
      Delegadas: Wilma Alves e Anamelka Cadena
Até quando mais uma mulher vai ser vítima desse tipo de atrocidade? O que pode realmente ser feito para diminuir esses dados de feminicídio no país? Para abordar esse tema, o Café com Informação deste sábado (01) reprisa o programa publicado no dia 8 de abril, além de noticiar os últimos casos desse tipo de crime no Piauí. O programa exibe entrevista com a titular da Delegacia da Mulher, Wilma Alves e o depoimento chocante de uma vítima de abuso sexual. Além disso, o Café com Informação exibe entrevista com a delegada Anamelka Cadena, do Núcleo de Feminicídio do Piauí, que citou o caso da jovem estudante Iarla Lima. Convém acrescentar que no caso da morte da estudante, a investigação ainda não foi concluída. Mas a polícia já possui evidências de que a morte se trata de feminicídio provocado por ciúmes. O principal suspeito do crime, o tenente José Ricardo da Silva teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana