segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Discriminação odiosa

Por Arimatéia Azevedo

O preconceito “velho de guerra” quis reinar nas redes sociais depois do resultado do Miss Brasil 2017. Um país surreal, onde o povo não sabe precisamente a sua cor, tem-se entretanto, que os que se arvoram brancos sentem-se frustrados ou derrotados quando aqueles em que eles vêem a pele escura saem vitoriosos nos eventos que disputam. Desprezível, por assim dizer, atitudes de umas idiotas, tipos sem noção no twitter, que carimbaram no peito de Monalysa Alcântara, a piauiense que ganhou o concurso de Miss Brasil, a palavra ‘empregadinha’. A reação é porque Monalysa é assumidamente negra, ainda que a cor não tenha sido o passaporte para a vitória. Puro preconceito. Monalysa, além de linda, demonstrou para todo o Brasil a sua forte personalidade, bravura e a sua sincronia com a passarela e a plateia. Sua fala, ou discurso, fugiu ao velho estereótipo das miss que só exaltam beleza, enfim, futilidades. Foi respondendo a um desses medíocres e preconceituosos que chegou a falar em’ caridade dos jurados’, que a jurada Alice Ferraz declarou: “Não votei nela (Monalysa) por ser negra, em absoluto. Ela era a mais completa, a mais bonita sim, no conjunto, corpo perfeito, altura, sorriso, energia e discurso (...) A miss Piauí é lindíssima, elegante, empoderada, inteligente e foi a minha escolha legítima. Estou feliz com o resultado”.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana