sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Dia do Alzheimer: Cuidadores participam de palestra no Lineu Araújo

A doença degenerativa atinge um número cada vez maior de idosos em virtude do aumento da expectativa de vida.
Da Prefeitura de Teresina
                          Alzheimer/Foto/Em Assis
O Mal de Alzheimer é considerado uma das doenças mais comuns na terceira idade, e está entre 60% a 80% entre os casos de demência (quadros de deficiência cognitiva persistente e progressiva) diagnosticados nesta faixa etária. Ontem (21), que foi dia dedicado à conscientização da doença, o Centro Integrado de Saúde Lineu Araújo promoveu uma palestra com cuidadores de pessoas com esta enfermidade.
O cuidador é a pessoa diretamente responsável pelo paciente. “A importância do cuidador é a mesma de uma mãe para um bebê. Porque ele, principalmente no estado de moderado para grave, precisa de cuidados de vida diária, como trocar fralda, dar banho, dar alimentação na boca. E mesmo quando ainda não está nessa situação, ele precisa ser constantemente supervisionado”, explicou a neurologista Aline Aguiar. “É o cuidador que está ali no dia a dia, evitando que este paciente piore ou se machuque, trazendo uma qualidade de vida maior para ele”, afirmou.
O evento teve por objetivo dar esclarecimentos tanto sobre a doença, como sobre os direitos do cuidador. Maria de Souza cuida de sua mãe, que apresentou
Alzheimer antes dos 70 anos. Ela conta que sempre participa de cursos do tipo porque quer aprender a cuidar de sua mãe, trabalho que divide com uma filha. “Pra mim foi um choque, porque ela ainda era nova. A gente começou a observar que ela estava esquecendo tudo, deixava fogão ligado, ficava agressiva e falava coisas estranhas. Levamos ao médico que pediu exames e disse que era Alzheimer”, conta a dona de casa.
Para acompanhamento e diagnóstico da doença, o Lineu Araújo mantém um ambulatório especializado, que atende às segundas-feiras. Para ter acesso, basta o paciente agendar uma consulta na Unidade Básica de Saúde da sua região. “No ambulatório a gente faz a triagem, pede exames e prescreve a medicação específica. Esse paciente volta de três em três meses para acompanhamento, e a marcação da consulta pela Central do SUS entra em uma fila específica para portadores de Alzheimer e Parkinson, separado dos outros pacientes neurológicos”, informou Aline Aguiar.
Fonte: Redação/Piauí Hoje
Edição: Mário Pires Santana