quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O Brasil nunca teve tanta vergonha de seu presidente

POR *ALEX SOLNIK
Houve um tempo em que Cunha conquistou o troféu de inimigo público número 1, o cara mais odiado do país. Fez por merecer. Mas o tempo mostrou que havia alguém ainda pior do que ele na República.
Em menos de um ano de poder usurpado à custa da compra de votos no Congresso, Temer mostrou quem é essa pessoa: ele mesmo. Ele não pacificou o país, muito ao contrário, o clima de ódio só cresceu, graças a ele. Ele destruiu os direitos sociais e quer avançar ainda mais no desmonte do futuro dos brasileiros.
Implantou uma bobagem chamada teto de gastos públicos por 20 anos que já está desmoralizado. Aumentou o buraco nacional para 159 bilhões, se é que vai parar por aí. Não tem nenhuma identificação com o povo brasileiro. Protagonizou os momentos mais escandalosos dos últimos anos na conversa com um "bandido notório" que recebeu em sua residência oficial.
Seu amigo José Yunes pulou fora do governo e confessou ter sido mula de Eliseu Padilha, seu homem-forte, ao receber 1 milhão das mãos de Lúcio Bolonha Funaro. Primeiro presidente denunciado por corrupção durante o mandato pela PGR e cujo início de investigação foi autorizado pelo Supremo. Está sendo investigado por causa da cena de Rocha Loures com a mala. Está sendo investigado por causa de Rocha Loures negociar uma emenda parlamentar com diretor da empresa Rodrimar, de Santos.
Lúcio Bolonha Funaro, doleiro do PMDB aponta propina para Temer na Eletronuclear. Apontado pela Polícia Federal como personagem central da quadrilha do PMDB. A marca do seu governo são as malas e os mulas.
As denúncias contra ele não vão parar. É impossível governar e se defender das denúncias ao mesmo tempo.
É inaceitável que denúncias concretas de corrupção sejam barradas por deputados corrompidos pelo denunciado.
Alguém tem que dizer para ele sair.
Temer é pior que Collor.
*Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos".
Fonte: brasil 247
Edição: Mário Pires Santana