quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Oeiras - Patrimônio Cultural Brasileiro e Capital da Fé

A religiosidade católica está arraigada no município que encontra seu auge no período da Semana Santa
Do Governo do Estado
Oeiras - Patrimônio Cultural Brasileiro e Capital da Fé/Foto/Reprodução
Primeira capital do Piauí, Oeiras ostenta o título de Patrimônio Cultural Brasileiro e Capital da Fé. Não é à toa. Seus casarões presenciaram momentos importantes como a outorga da independência do Piauí e sua união ao Império do Brasil. A religiosidade católica está arraigada nas entranhas do município que encontra seu auge no período da Semana Santa, com eventos como a Procissão do Fogaréu, na Quinta-feira Santa. Culturalmente, é a terra do músico Possidônio Queiroz, do romancista O. G. Rego de Carvalho e também dos bandolins e dos congos, uma prova de sua herança luso-africana.
Como Chegar?
Carro: Saindo de Teresina, pela BR 316, em direção ao Sul do Estado, até o município de Alagoinha do Piauí. Em seguida, vire à direita a BR 343, até Regeneração. Então, vire à esquerda e siga pela PI 236 até o cruzamento com a BR 230, onde deve-se virar à direita e seguir até Oeiras.
Cultura
Em louvor aos santos Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, os descendentes de africanos em Oeiras mantêm a tradição de três séculos do Congo. As cantigas foram compostas pelos integrantes desde os tempos
antigos, quando os homens usavam as roupas das Senhoras para dançar. No lado português, uma forte elemento da cultura oeirense são os bandolins, comandados pelas mulheres, que ainda guardam fortemente o acento lusitano. A cidade também realiza o Festival de Cultura e a Flor (Feira Literária de Oeiras) no mês de novembro.
Centro Histórico
Um conjunto de 235 imóveis que se estende por 14 quarteirões no centro de Oeiras foi tombado Iphan, em 2012 e apresenta elementos de várias correntes arquitetônicas (luso-brasileira, arquitetura do imigrante e eclética). Entre os mais importantes e significativos estão: a Casa do Cônego, construída na primeira metade do século XIX; o Cine Teatro Oeiras, prédio em Art Decó da década de 1940; a Casa do Visconde da Parnaíba, imóvel do final do século XVIII que foi sede do Governo entre 1823 e 1843; Solar das Doze Janelas, residência construída no século XIX, que hoje abriga a biblioteca pública de Oeiras; Ponte Grande do Mocha, construída sobre o Riacho da Mocha, em 1846, é a ponte mais antiga do Piauí; entre outros imóveis.
Pé de Deus/Pé do Cão
Conta-se que o próprio Jesus Cristo andou pelas terras de Oeiras e que a marca de seu pé ficou encravado num lajeiro no bairro do Rosário. O diabo também teria andado em local próximo e deixado sua marca. Onde o Nazareno passou são colocadas velas e onde o demônio passou, são atiradas pedras
Casa da Pólvora
A Casa da Pólvora é uma construção de pedra de grande valor histórico para o estado, pois foi é considerada a única edificação militar do período colonial do Piauí que ainda existe. Foi personagem importante na emancipação do Piauí, durante as lutas pela independência.
Cultura
A igreja matriz de Nossa Senhora das Vitórias, construída em 1733, é a mais antiga igreja do Piauí. Está localizada na Praça das Vitórias, no centro da cidade, sendo um dos seus cartões postais mais conhecidos. A igreja do Rosário, que fica no bairro de mesmo nome, é o templo católico que, inicialmente, no século XVIII, era frequentado apenas pelos negros. Já a Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Homens Pardos, data do século XIX.
Religiosidade
As manifestações de fé em Oeiras têm tamanho superlativo, sendo todo o ritual que envolve a Semana Santa, o mais marcante. A procissão de Bom Jesus dos Passos é realizada uma semana antes da Procissão do Senhor Morto, que acontece na Sexta-Feira da Paixão. Entretanto, a manifestação mais emblemática é a Procissão do Fogaréu, que ocorre na Quinta-Feira do Fogaréu, quando milhares de homens com lamparinas simbolizando a busca pela prisão de Cristo. O Espírito Santo também está bastante presente no cristianismo oeirense e as festividades para ele começam no domingo da Ascensão de Jesus, com a Coroação do Divino, com cortejo, missa e escolha da família que receberá o símbolo – uma pomba de madeira do século XIX – em sua residência. No centro do município há um museu dedicado ao Divino.
Fonte: Redação/Piauí Hoje
Edição: Mário Pires Santana