sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Secretário anuncia inauguração de usina fotovoltaica no Piauí: “A maior da América Latina”

Juntos, os complexos de usinas no interior do Estado poderão produzir até 270 mw de energia.
Por Laura Parente

A incidência de raios solares no Piauí é alta e constante durante o ano todo, o que contribui para a produção de energia solar fotovoltaica. A produção de energia se dá através da transformação da luz do sol em eletricidade.
Secretário estadual de Mineração Luís Coelho (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)
“O estado tem que atrair indústrias pra aumentar o seu consumo. O maior consumidor do Piauí é doméstico, mas nós temos que fazer com que seja o industrial. Se a indústria consome mais energia, significa que ela está produzindo mais. Isso significa dizer que é mais geração de empregos, ICMS e mais geração de renda”, explica o secretário estadual de Mineração Luís Coelho. O Parque Solar Nova Olinda, em Ribeira do Piauí, da empresa Enel Green Power Brasil será inaugurada dentro de 45 dias e terá uma capacidade de 210 mw (megawatts). Junto com a Usina Sertão I / Sobral I, da GPG/Gransolar, de produção de 60mw, irão ultrapassar, depois de inauguradas, a capacidade da atual maior usina do Brasil, A Usina de Boa Esperança, que produz 240mw e assim se tornando a maior da América Latina.
Toda a produção dessas usinas será distribuída para a Subestação de São João, lançada no sistema nacional e de lá enviada para todo o território nacional, pois, o Piauí já produz energia necessária para o seu próprio consumo, distribuindo assim o excedente.
A micro e mini produção fotovoltaica se dá quando casas e comércios produzem sua própria fonte de energia, e aqui no estado já são registrados mais de 1200 estabelecimentos e casas que conseguem se abastecer com essa energia limpa e renovável. Existem também as fazendas solares que produzem em grande escala, onde já existem exemplos dessas nas regiões de João Costa e São João do Piauí.
A grande vantagem dessa produção é por ser limpa e que pode substituir, ao longo do tempo, o desperdício de água na energia hidráulica, deixando assim ela para as necessidades do ser humano de consumo próprio e geração de alimentos. A fabricação dessa energia pode encontrar desvantagens na grande área que é utilizada para sua produção e no alto preço das placas no início do seu aparecimento, mas a passos largos ela já vem se aproximando dos resultados das energias eólicas e hidráulicas.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana