terça-feira, 26 de setembro de 2017

Setor de serviço faturou menos e fechou 405 empresas no Piauí, diz o IBGE

Os dados fazem da Pesquisa Anual de Serviços (PAS).
Por Cláudio Barros

A recessão pegou pesado no setor de serviços no Piauí em 2015, quando 405 empresas fecharam suas portas. As maiores quedas em receita deram-se em empresas de entretenimento, ou seja, com a crise as pessoas cortaram gastos com atividades culturais, recreativas e esportivas.
Empresas de transporte estão entre as mais afetadas pela crise
Os dados fazem da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), que investiga a estrutura produtiva das empresas de serviços do país, aferindo receita bruta da atividade, salários, quantidade de pessoal ocupado, número de empresas que atuaram no ano, dentre outras variáveis.
Em 2015, o setor de serviços no Piauí teve uma receita bruta de R$ 5,228 bilhões, o que deixa o Estado na 22ª colocação no país, à frente somente de alguns Estados da região Norte. Entre os nove Estados do Nordeste, o Piauí ocupa a última posição. A receita bruta de serviços em 2015 foi superior em 6,26% na comparação com 2014. No entanto, como a inflação de 2015, medida pelo IPCA, foi de 10,67%, em termos reais, o crescimento foi negativo em 4,41%.
Isso em boa medida justifica a redução de 6,18% na quantidade total de empresas do setor de serviços em 2015, com a eliminação de 406 empresas, que deixaram de operar no período. As empresas de serviços foram as que tiveram piores desempenhos em faturamento foram as de transportes (-32,85%) e de atividades imobiliárias (-31,55%). Porém, a receita bruta do setor imobiliário expandiu-se 29,79%. Esse setor teve queda de 9,12% no pessoal ocupado.
Entre as empresas com maior queda na receita bruta no Piauí em 2015, estão aquelas ligadas ao entretenimento, que o IBGE lista como atividades culturais, recreativas e esportivas. A queda foi de 55% de receita na comparação com 2014. Mas curiosamente, houve aumento de 31,82% no pessoal ocupado. No entanto, alguns setores tiveram crescimento real, ou seja, acima da inflação do período. Caso dos serviços de alojamento e alimentação, que expandiram a receita bruta em 12,49%, serviços pessoais, com 60,16%, atividades imobiliárias (29,79%) e serviços de consertos e reparação, com 28,02%.
No país, os Estados com maior participação relativa foram São Paulo (41,22%), seguido pelo Rio de Janeiro (13,89%) e Minas Gerais (7,86%). Por sua vez, o estado de Roraima ocupa a última colocação, com uma participação relativa de apenas 0,07% do total da receita bruta de serviços do país.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana