terça-feira, 17 de outubro de 2017

Caso Garcês: TJD-PI exclui Parnahyba da Copa Piauí ; diretoria promete recorrer

Julgamento na noite desta terça-feira condena Tubarão a exclusão e multa de R$ 1.000 por escalar de forma irregular o atacante Felipe Garcês, abaixo da idade mínima da competição.
Por Wenner Tito, Teresina

A comissão disciplinar do TJD-PI, primeira instância da justiça desportiva do estado, julgou no início da noite desta terça-feira, no auditório do tribunal, a denúncia do River-PI que acusa o Parnahyba de ter escalado o atacante Felipe Garcês de forma irregular. Segundo o denunciante, o jogador tem idade abaixo da mínima estipulada para a Copa Piauí. Por unanimidade, os auditores da comissão votaram a favor da denúncia, excluindo o Parnahyba da competição e aplicando multa de R$ 1000. O presidente do Tubarão prometeu recorrer ao Pleno.
Antes do início do julgamento, a defesa do Parnahyba, desenvolvida pelo advogado Miguel Bezerra, tentou desenvolver a tese de que a denúncia teria prescrevido sobre os três primeiros jogos em que Garcês atuou (supostamente de forma irregular), e por tanto o caso só poderia ser julgado levando em consideração o útlimo jogo. A preliminar foi negada pelo presidente da Comissão Disciplinar, Marcelo Pio, que então abriu o espaço para o advogado do River-PI, Márcio Dinoco, fizesse a explanação da acusação.
O advogado riverino voltou a defender que o Parnahyba agiu de forma irregular ao escalar Garcês, nascido no ano de 2000, quando o regulamento da Copa Piauí atesta apenas a utilização de jogadores nascidos entre 1996 e 1999. Na vez da defesa, Miguel Bezerra alegou que o regulamento ia contrário a determinações nacionais, que limitava o exercício profissional e que, em caso de condenação, o tribunal estaria prejudicando a carreira de um jogador de 17 anos.
Após o tempo concedido a cada uma das partes, a votação começou pelo relator, que ressaltou que não estava punindo o atleta, e sim o clube, antes de votar pela exclusão do Parnahyba da competição, acompanhada de uma multa de R$ 1000. O voto foi acompanhado por todos os demais auditores e do presidente da comissão, Marcelo Pio, totalizando o placar de 4 0. Pio ainda votou por multa de apenas R$ 500, mas como os outros três votos foram por R$ 1000, a condenação foi pelo valor maior.
Após o fim da sessão, que durou pouco mais de uma hora, o presidente do Parnahyba, presente no local, confirmou que irá recorrer da decisão tomada pela comissão disciplinar, levando o caso até as instâncias superiores se for preciso. Além disso, o dirigente afirmou que nunca concordou com o regulamento da competição.
- O Parnahyba até esperava essa decisão do tribunal aqui, mas nós vamos recorrer até o STJD e vamos provar que o jogador pode jogar sim. E esse regulamento não tem a assinatura do Parnahyba, eu não concordei com esse regulamento - disse Batista Filho.
Robert Ibiapina, diretor de futebol do River-PI e também presente na sessão, comemorou a decisão do tribunal, apesar de afirmar que o resultado já era esperado pela confiança que a diretoria tinha na denúncia apresentada. O foco agora, segundo ele, é na decisão da Copa Piauí contra o 4 de Julho.
- Com naturalidade. Mostra que o River-PI estava certo e que o regulamento tem que ser cumprido. O advogado deles fez uma brilhante defesa, mas com argumentos que não tem nada a ver. A questão aqui é se deixou de cumprir ou não o regulamento da Copa Piauí, e deixou de cumprir. Houve o erro por parte do Parnahyba e agora é esperar os trâmites do tribunal para a gente preparar a decisão contra o 4 de Julho - afirmou Robert.
A decisão da comissão agora deverá ser publicada no site da FFP e enviada oficialmente para as partes envolvidas, o que deve acontecer até a próxima segunda-feira. Após isso, o Parnahyba tem três dias como prazo para recorrer para a segunda instância.
- Nós vamos lavrar o acórdão até segunda-feira, por causa do feriado, e após eles serem notificados eles podem recorrer para o pleno - explicou o presidente da comissão disciplinar, Marcelo Pio.
Fonte: G1/PI
Edição: Mário Pires Santana