sábado, 25 de novembro de 2017

Artesanato piauiense é fonte de renda e movimenta economia local

Da *Redação do Portal AZ 

O Piauí tem várias referências positivas que fazem do nosso estado um local apreciado por turistas e investidores. Entre elas, o artesanato, que faz do estado um importante polo no Nordeste. De 224 municípios, pelo menos, 180 deles têm um trabalho intenso de artesãos e produção de artigos feitos em madeira, opala, palha da carnaúba, entre outras matérias-primas típicas do estado.
(Foto: Francisco Gilásio)
O Centro de Artesanato Mestre Dezinho, localizado em Teresina, é uma das marcas do Piauí, uma referência em produtos feitos pelas mãos de piauienses. O visitante encontra facilmente em uma das suas 36 lojas, arte santeira, peças feitas com opalas, argila, fibras, couro, além de doces e licores. A maior parte dos clientes são turistas, mas há uma parcela significativa de teresinenses que vão ao local comprar produtos para presentear.
Em 2017, segundo a Superintendência de Desenvolvimento do Artesanato Piauiense (Sudarpi), o Centro de Artesanato Mestre Dezinho teve uma renda média de R$ 45.000,00 por mês com a venda de produtos. Nas duas lojas mantidas pelo Governo do Estado a média de comercialização é de R$ 4.000,00 por mês.
Quanto à valorização dos artesãos locais, foi realizado um investimento em 2017 no valor de R$70.000,00 para proporcionar a participação do artesãos nas grandes feiras nacionais e internacionais. Todos os profissionais interessados se inscrevem de acordo com as normas do edital do evento e passam por uma curadoria formada por técnicos. Apenas as peças com características do artesanato piauiense são levadas para fora.
Um dos eventos foi a Fenearte em Recife (PE), considerada a maior feira de artesanato da América Latina. Vários artesãos participaram ainda da Feira Nacional de Artesanato em Brasília e da Feira Mãos de Minas em Belo Horizonte (MG). Segundo o superintendente Jordão Costa, R$ 310.000,00 é o total em vendas nesses eventos este ano.
O artesão Josielton Sousa, por exemplo, já teve a oportunidade de expor e vender peças em Brasília, São Paulo, Recife e futuramente levará sua arte para Belo Horizonte. Ele faz peças em madeira e couro há pelo menos 20 anos e está na Central da Artesanato há 8 anos.
“A Sudapi vem realizando um trabalho de fortalecimento do setor com ações que têm o objetivo de gerar o desenvolvimento, entre elas a criação de um perfil do artesão piauiense e a criação da Escola Piauiense de Artesanato”, destacou o superintendente Jordão Costa.
A criação do perfil do artesão será realizada por um grupo de trabalho que envolve a Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais (Cepro), Secretaria da Administração e Planejamento do Estado do Piauí (Seplan), Universidade Federal do Piauí (UFPI) e a Superintendência de Desenvolvimento do Artesanato Piauiense (Sudarpi). O mesmo grupo deverá estudar as cadeias de produção e de comercialização do artesanato para elaboração do Plano Piauiense de Desenvolvimento do Artesanato.
A Escola Piauiense de Artesanato deve ser inaugurada até março de 2018, ela funcionará na Central de Artesanato e terá como objetivo capacitar artesãos e também fomentar novos. “ A escola terá turmas de 9 meses e cursos rápidos de um mês, já temos professores e instrutores selecionados. Estamos vendo uma parceria com a Secretaria de Educação (Seduc) para que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) seja incluído nesse projeto”, afirmou Jordão Costa.
Segundo o superintendente, um portal do artesanato Piauiense deverá ser criado, bem como uma loja virtual com nossos produtos. Há ainda parcerias com várias prefeituras do Piauí para a emissão da carteira nacional do artesão.
A estimativa é de que existam, pelo menos, 6 mil artesãos cadastrados, mas dados do IBGE dão uma estimativa de 30 mil em todo Piauí. A emissão da carteira dará uma margem mais segura da quantidade desses profissionais no estado.
Reforma
Ainda no primeiro trimestre de ,a reforma do espaço deve ficar pronta. Cerca de R$ 2,2 milhões foram investidos na Central de Artesanato que não tinha uma reforma nessa proporção há 30 anos. Para a artesã Maria Iolany, a reforma só trará benefícios. “Trabalho com artesanato há 35 anos e estou na Central desde a sua inauguração. Estamos aguardando com bastante ansiedade o término da reforma para ver o resultado”, declarou a artesã que tem um boxe no Centro de Artesanato e produz peças com a palha do buriti e da carnaúba.
*Com informações do CCOM
Edição: Mário Pires Santana

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