sexta-feira, 17 de novembro de 2017

NASSIF: CASO GLOBO DESAFIA O MP A PROVAR QUE TRABALHA PARA O ESTADO, E NÃO PARA OS MARINHO

Para o jornalista, que revela a trajetória da parceria entre o MPF e a Globo, "há uma nova Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, no maior desafio que um PGR enfrentou, provavelmente desde a Constituição: provar que o MPF é um poder de Estado de fato, e que não existem intocáveis na República"; "São tão abundantes as informações que jorram do exterior, que não será possível esconder o fato debaixo do tapete, como foi feito em outros tempos com tantos inquéritos", avalia.
Por Brasil 247
Jornalista Luis Nassif, do Jornal GGN, escreve a trajetória de procuradores do Ministério Público Federal com a Globo, que não vem de hoje, mas das décadas de 1990 e 2000, e consolidada no caso do 'mensalão'. "Com a Lava Jato consolida-se definitivamente o novo padrão de parceria. E o MPF se torna um instrumento da Globo, conduzido pela cenoura e o chicote. Bastava dar foco nas investigações de seu interesse, e jogar no limbo as investigações que não interessavam, para tornar o MPF um instrumento dócil de seus objetivos políticos", afirma.
Um novo episódio, destaca Nassif, foi a delação da JBS, "o corolário dessa
atuação". "Ocorreu dias depois do Ministério Público espanhol denunciar Ricardo Teixeira por corrupção na venda dos direitos de transmissão da Copa Brasil - da qual a única compradora foi a Globo", lembra.
"Têm-se, portanto, um poder de Estado sendo conduzido por uma organização privada, a Globo", constata o colunista. Para ele, "há uma nova Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, no maior desafio que um PGR enfrentou, provavelmente desde a Constituição: provar que o MPF é um poder de Estado de fato, e que não existem intocáveis na República".
"São tão abundantes as informações que jorram do exterior, que não será possível esconder o fato debaixo do tapete, como foi feito em outros tempos com tantos inquéritos", escreve ainda, em referência às últimas denúncias de corrupção contra a Globo, de que pagou propina para obter direitos de transmissões de jogos de futebol.
Edição: Mário Pires Santana

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