quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Chuva

Por *Monaliza Nathália
Conheço poucas pessoas que se emocionam com a chuva, talvez no Sertão esperem pela chuva como ele. Isso é dar valor as coisas pequenas e simples da vida. Mas pera aí! Isso pode ser simples, mas não é pequeno. Eu fiquei parada olhando para o céu e para ele, por alguns minutos enquanto eu esperava no portão, lugar seco e seguro da chuva. Enquanto ele me gritava e chamava para aquele banho gelado. A maneira como ele valorizava aquilo me encantava, parecia uma criança numa poça de lama. Ali eu entendi que não é preciso muito pra ter um momento especial com alguém, e dinheiro nenhum compraria aquela chuva, e dinheiro nenhum traria aquele momento mais uma vez. De repente me deu uma vontade louca de sair na rua e ser lavada por aquela água congelante. Está frio, muito frio. Mas eu fui. Quem me conhece sabe que não gosto de água gelada. Eu abri a porta e saí de casa. Lá fora, o vento levou meus cabelos para trás e eu fechei os olhos resmungando. Meu rosto estava completamente molhado, senti como se estivesse colocando a cabeça dentro de um congelador, mas era apenas a água na bica que nos molhava... ele colocou as duas mãos no meu rosto e me olhava com perplexidade, não acreditando que eu estivesse ali, e sorria constantemente enquanto me dava mil beijinhos, como alguém agradecido. Pensei: ele realmente gosta de mim. Ele é único, e amo isso nele. Eu fazia um olhar sério, mas não conseguia segurar o riso. Ele tem essa
habilidade, de encontrar paz e risos em mim, quando eu mais quero chorar. Mas ele já me viu chorar, e me consolou pacientemente. 
Eu nem sei o que o amanhã nos reserva, ou se por acaso, ou por algum motivo, não estivermos mais juntos, lembrarei alegremente desse dia.
Eu me apaixonei porque você consegue ter tantas coisas lindas que eu não vejo como escolher.
[7/12 18:47] Wilton Porto1: O texto acima é de uma amiga Fisioterapeuta. Com uma grande sensibilidade para a escrita, ela possui texto limpo, penetra no veio da ideia do assunto com imensa ternura e grandeza de espírito. Averiguamos uma crônica de teor romântico, com desenvolvimento em primeira pessoa,revelando uma escritora que domina perfeitamente a forma de escrever, como se uma veterana na arte. É um uma de profunda meiguice, em que o momento vivido fora de um amor cheio de enlevo e sublimidade no entregar-se. Monaliza Nathália não me surpreendeu, porque a acompanho no Facebook, vejo suas postagens, o que analiso sua sensibilidade e comunhão com o belo, com o justo, o ético. O amor dá brilho e encanto à vida dela. E ela sabe como transferir isso para o papel. O texto tem começo, meio e fim. Muita gente que se inicia no sonho de escrever, ser um escritor. Poeta. Se perde na coesão. Na serenidade sequencial. Como um Assis Brasil que, deita e rola no manejo de sair de um personagem,para ir para outro e voltar com facilidade. Ele faz um sarapatel amalucado . contudo,tudo se encaixa e o romance se torna magnânimo,deixando todos boquiabertos. Críticos o colocando nas nuvens. O principiante muitas vezes se perde em não sair da linha. Monaliza escreve como "gente adulta". Numa crônica poética e de uma grande leveza,dá um banho de de etérea elevação espiritual e encontro com o esplendorosos do amor.
*Com o comentário abalizado do poeta Wilton Porto
Edição: Mário Pires Santana 

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