sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Rui evita tom eleitoral na Lavagem do Bonfim

O governador participou ontem (11) do ato ecumênico de abertura e seguiu a pé rumo à Colina Sagrada.
Por Henrique Brinco
Foto: Divulgação
O governador Rui Costa (PT) participou ontem do ato ecumênico de abertura da Lavagem do Bonfim e seguiu a pé rumo à Colina Sagrada, onde fica a Basílica do Senhor do Bonfim. Ele esteve no festejo ao lado da primeira dama, Aline Peixoto, do vice-governador João Leão (PP), de secretários do Estado, deputados estaduais e federais, entre outras autoridades. Na ocasião, evitou o tom eleitoral do ano: “Acho que aqui é um momento de fé e crença, não é um momento eleitoral. O momento eleitoral é após as convenções, após junho. Bonfim é um momento de fé”. "O Senhor do Bonfim, eu diria, tem uma simbologia grande. E mesmo aqueles que não são católicos identificam no Bonfim um momento de fé do povo, independente da religião de cada um. É uma demonstração da crença em Deus, da crença nos valores espirituais. Simboliza muito o que é a Bahia, esse sincretismo, essa convivência entre as religiões diferentes. Desejo que Deus nos abençoe e que possamos trabalhar muito ao longo do ano”, afirmou o governador.
Após mais de quatro horas de caminhada, Rui chegou pouco depois das 13h à Igreja do Senhor do Bonfim, onde tomou banho de cheiro oferecido pelas tradicionais baianas. Durante todo o trajeto, que teve início na Igreja da Conceição da Praia, o petista esteve acompanhado por populares. No caminho, ele entrou na sede das Obras Sociais Irmã Dulce, onde conversou com funcionários e pacientes.
A Festa do Bonfim mistura religiosidade e manifestações culturais, e é considerada Patrimônio Imaterial Nacional. Este ano, o Governo do Estado colocou 1.800 profissionais para garantir a segurança de uma das festas populares mais importantes do estado. Integrante da comitiva do governador Rui Costa, o secretário de turismo, José Alves (PR), saudou o evento. “Trata-se do grande destaque do ciclo de festas. Mobiliza os baianos e conquista turistas movidos pela fé ou interesse em melhor conhecer essa manifestação que congrega as matrizes religiosas católica e afro-brasileira”, lembrou.
Tribuna da Bahia, Salvador 
Edição: Mário Pires Santana

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