domingo, 11 de fevereiro de 2018

Arqueólogo do Piauí passa em 1º para mestrado na Europa e pede ajuda

O arqueólogo Iderlan de Souza, 31 anos, natural do Parque Nacional Serra da Capivara foi aceito em primeiro lugar na seleção de mestrado no curso de Arqueologia Pré-histórica e Arte Rupestre em uma universidade de Portugal. Mas para cursa vai precisar de ajuda. 
Por Caroline Oliveira
                             Fotos: Arquivo Pessoal
Formado pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) em São Raimundo Nonato (a 500 km de Teresna), Iderlan é o mais novo de nove irmãos, todos filhos de uma lavradora que até 1990 morava dentro do Parque e só saiu quando a área virou de preservação permanente. Todos os irmãos de Iderlan trabalharam na roça desde cedo, ele estudou e conseguiu um trabalho na Fundação Museu do Homem Americano aos 18 anos, foi quando conheceu o primeiro sítio arqueológico e se apaixonou pela pesquisa. 
A monografia de Iderlan sobre a relação entre o homem e a megafauna foi considerada inovadora. Ele defende que algumas pinturas rupestres, realizadas por grupos pré-históricos na Serra da Capivara, são representações de espécies da megafauna. Essa pesquisa não é comum, o que torna mais relevante o trabalho de Iderlan e por isso que ele quer continuar os estudos, para contribuir com o entendimento entre a relação do homem com os grandes animais.
Segundo o pesquisador, a universidade Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) em Portugal é uma das três melhores da Europa e fica a uma hora de Porto, mas não oferece bolsa a estrangeiros. Por conta disso, ele precisa custear o curso,
além da hospedagem e alimentação. As passagens ele já tem a promessa de uma empresa local. 
“Minha aprovação foi ano passado, mas como eu não consegui arrumar o dinheiro, conseguimos que me dessem outra chance esse ano para começar em setembro. Por isso estou pedindo ajuda para conseguir ir. Eu preciso me qualificar porque isso vai mudar muita coisa na área arqueologia, na relação do homem com o mundo animal e contribuir muito com a preservação e divulgação do Parque Serra da Capivara que vem necessitando muito de ajuda”, argumenta o pesquisador.
Hoje ele trabalha como guia do Parque, mas só seu salário não é suficiente. Por isso os amigos fizeram uma vaquinha online para quem puder e quiser ajudar.
Fonte: cidadeverde.com
Edição: Mário Pires Santana

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