quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Carnavalesco da Tuiuti faz uma sugestão aos manifestoches: “Seria bom as pessoas pararem para pensar”

Jack Vasconcelos, carnavalesco da Tuiuti, deu entrevista para o jornal O Dia. Algumas perguntas e respostas:
Jack Vasconcelos
O DIA: Seu desfile teve tom crítico à política vigente. O senhor é filiado a algum partido político ou um cidadão inconformado o atual governo?
Sou um inconformado por natureza, todo artista tem esse inconformismo dentro dele. Se a arte não proporcionar o pensamento, a discussão, ela não tem muita função.
O presidente vampiro do neoliberalismo foi entendido por todos como sendo Michel Temer. A última ala como uma crítica à Reforma Trabalhista. Foi um posicionamento político?
Sou formado pelo ensino público, fui uma criança de escola pública, me formei em uma federal, em Belas Artes. Então, a população ajudou a me formar, foi dinheiro público que ajudou a pagar meus estudos e a manter as instituições em que me formei. Preciso de alguma forma retribuir para a população esse investimento. É a maneira que eu posso prestar o serviço a ela (à sociedade), através da minha arte. Acho que é bom as pessoas se posicionarem mesmo. Acho bacana que o Carnaval tenha esse espaço e papel.
Acha que a Sapucaí é um bom espaço para isso?
No Carnaval as pessoas liberam aquilo que guardam dentro delas durante o
convívio social educado e civilizado no resto do ano. E o Carnaval sempre foi o espaço para esse tipo de ideia, para as pessoas colocarem para fora o que sentem, aquilo que elas querem gritar. E na verdade o que eu sou é uma antena. Vou captando essas ideias, anseios à minha volta e construindo o meu trabalho. Porque o meu trabalho representa uma comunidade, os anseios de parte da população.
(…)
Algumas pessoas disseram que se sentiram desrespeitadas. O senhor teve esta intenção?
Sinto muito (se alguém se sentiu ofendido). Seria bom as pessoas pararem para pensar antes de tomar a decisão de seguir uma moda ou algo que uma campanha de jornal ou de TV diga para elas fazerem.
Fonte: O Essencial no Diário do Centro do Mundo
Edição: Mário Pires Santana

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