terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

REQUIÃO: INTERVENÇÃO NO RIO PODE SER ARMADILHA PARA O EXÉRCITO

"O ministro da Fazenda de Temer (Henrique Meirelles) anuncia que recursos da área de segurança serão remanejados de outras áreas. Ou seja, vão sair da saúde, da educação, da moradia. As raízes profundas da crise ficarão inalteradas ou agravadas", diz o senador Roberto Requião (MDB-PR); "Se o honrado general Braga Neto não se der conta de que, junto com a área de segurança, as demais áreas precisam de recursos, o Exército, não importa quantos bandidos mate, será desmoralizado"

Por Paraná 247
O senador Roberto Requião (MDB-PR) afirmou nesta terça-feira (20) que o estado do Rio de Janeiro "precisa de uma saída financeira, não apenas para a
segurança". De acordo com o parlamentar, "a crise de segurança no estado se desenvolve no contexto de crise muito mais ampla nas áreas sociais, principalmente no desemprego, na degradação da saúde e da educação, na insuficiência de moradias decentes".
"Entretanto, o ministro da Fazenda de Temer (Henrique Meirelles) anuncia que recursos da área de segurança serão remanejados de outras áreas. Ou seja, vão sair da saúde, da educação, da moradia. As raízes profundas da crise ficarão inalteradas ou agravadas", acrescentou ele, em comentário para emissoras de rádio.
"Se o honrado general Braga Neto não se der conta de que, junto com a área de segurança, as demais áreas precisam de recursos, o Exército, não importa quantos bandidos mate, será desmoralizado", disse. De acordo com o decreto de Temer, as Forças Armadas assumirão a responsabilidade do comando das polícias Civil e Militar no estado do Rio até o dia 31 de dezembro de 2018. O interventor federal será o general Walter Souza Braga Netto, comandante do Leste. Ele também assumirá o comando da Secretaria de Administração Penitenciária e do Corpo de Bombeiros.
Requião aproveitou para bater pesado no governo Temer, que segundo o congressista, "traiu povo ao abster-se de fazer política de desenvolvimento, confiando apenas no poder da publicidade". "Agarrou-se à ortodoxia neoliberal para impedir investimentos públicos".
Fonte: Brasil 247
Edição: Mário ires Santana

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