sexta-feira, 9 de março de 2018

AS PROFESSORAS DE JANAÚBAS-MG

Queremos aplaudir a Record de Televisão, que fez um programa em homenagem às Professoras, que deram a vida para salvar os alunos de uma creche, na cidade de Janaúba, em Minas Gerais.
Por *Wilton Porto
Muito se falou, à época, da Professora Helley, que as chamas a consumiam e apesar de, ela voltava para salvar mais uma criança. Ela possuía o verdadeiro Amor, segundo Cristo, que disse: "Não há maior amor, do que dar a vida pelo irmão". Ela havia perdido um filho pequeno, que se afogara e, com certeza, não quisera que outras mães passassem o que ela passou. Deixou outros dois filhos. Quando falamos ou escrevemos que a mulher é muito mais sensível do que o homem, costumo acrescentar o dom que ela tem de gerar no ventre. O homem pode emprestar o esperma. Gerar no ventre, o rebento, isso não. A capacidade de lidar com amor sublime, também ficou por conta dela. Dar a vida pelo próprio filho não é fácil. Imagine, oferecer a vida pelos filhos dos outros. Dizem que essas professoras heróicas, poderiam ter buscado a própria salvação. Não o fizeram. Não pensaram nelas. Não digo, não haver homens capazes de tão nobre gesto. A mãe possui essa entrega com maior propriedade, em maior
quantidade. Já contei da mãe que arrancava pedaço do corpo e dava para o filho se alimentar. Imagine você queimando um dedo. Triscar o dedo na panela, na hora em que está cozinhando. E fogo no corpo todo?! É muito amor, fé, entrega... Essas mulheres o fizeram e o respeito por elas não cabe neste mundo, de tanta imperfeição, ódio, maldades, guerras várias. Enquanto o filho que saiu, não volta, a mãe não dorme e permanece em oração. Vi minha esposa fazer loucuras, para que eu fosse operado, pois os médicos diziam que não tinha condição de sobreviver. Meus órgãos estavam entrando em falência. Estou aqui. A proteção divina e a capacidade dos médicos, valeram, mas se ela não estivesse lá, eu não estaria aqui escrevendo. Mulheres! O que seria do mundo sem vocês?!
*Jornalista, escritor, poeta, acadêmico da Academia Parnaibana de Letras
Edição: Mário Pires Santana

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