domingo, 8 de abril de 2018

De olho no vice, MDB e Progressistas trocam ameaças públicas

Se do lado adversário a oposição se junta e se reforça para tentar retomar o poder [perdido há quase duas décadas], na cozinha de Wellington Dias partidos brigam olhando para o próprio umbigo.
Deputado federal Marcelo castro (MDB-PI)Foto: Gabriel Paulino
A disputa por um pedaço pode custar o todo. Trocando em miúdos: a base aliada pode rachar em bandas: a do Marcelo Castro e a outra banda do Ciro Nogueira.
Enquanto quem deveria não se manifesta, a disputa velada - que vendo sendo travada nos bastidores políticos desde o final do ano passado pelo direito de indicação das duas vagas majoritárias que ainda restam [a de vice e a segunda de senador] - agora ganha contornos de briga de rua, com direito a ameaça pública.
“O MDB teve uma reunião quarta-feira, onde nós acreditamos que o Ciro é quem está por trás, para desestabilizar a candidatura do deputado Themístocles. Como ele está usando esse artifício, nós também temos todas as condições de não votar nele para senador, então se não houver por parte do PP (Progressistas), de parar com essas coisas, nós estamos livres para escolhermos os candidatos a senadores que nós acharmos mais conveniente”, avisou João Mádison
O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, devolveu na
mesma moeda. "Temos que respeitar né. Já pensou se os prefeitos do Progressistas não votarem nos membros do MDB? Acho que o dano é maior", considerou o senador.
Um outro aliado, o PTB, que passa a ser liderado pelo ex-senador João Vicente Claudino, pode mudar de lado também, já que o filho do dono do Paraíba avisou nesta sexta-feira (6) que apoia o senador Elmano Ferrer a governador, caso ele se candidate pelo Podemos.
Elmano Ferrer é o primeiro a abandonar o barco governista. O senador assina ficha de filiação ao Podemos, neste sábado, às 9h, no escritório dele, na Av. Dom Severino, no bairro de Fátima, na zona Leste de Teresina.
Como já perceberam os próprios correligionários de Wellington Dias, tem partido demais querendo indicar candidatura majoritária. Ou, como diz a oposição: na taba do Índio, tem cacique demais pra pouca oca.
Fonte: Piauí Hoje
Edição: Mário Pires Santana

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