segunda-feira, 30 de abril de 2018

Falta espaço para terceira via

Por Paulo Fontenele

Os 51% de intenção de votos que o governador Wellington Dias (PT) apareceu na última pesquisa feita pelo Instituto Amostragem não lhe asseguram vitória tranqüila nas eleições de outubro, embora o apontem como o favorito devido a distância entre eles e seus concorrentes. Não são votos consolidados mas serão deles se durante seu percurso até as eleições não sofrer nenhum atropelo, principalmente relacionado ao controle fiscal e isso repercutir nas despesas previstas no orçamento.
Fora isso, tem gente apostando que um segundo candidato a governador pela oposição, no caso o senador Elmano Ferrer, pode causar danos nos percentuais de intenção de votos do governador e gerar queda na preferência do eleitor. É difícil afirmar – porque as análises se dão apenas sobre hipóteses, não com base em números – que a entrada de Elmano possa tirar votos do governador. Em duas eleições, 2012 e 2014, ficou provado que o senador não ganha sozinho.
A verdade é que a candidatura de Elmano Ferrer é uma incógnita pelo fato de não está com uma estrutura partidária capaz de impulsioná-la. São partidos nanicos que não fazem frente com as bem estruturadas candidaturas de Wellington Dias e Luciano Nunes. Como a tendência é a disputa polarizar entre PT e PSDB, mesmo que a diferença entre um e outro possa ser grande, sobrará muito pouco espaço para que Elmano Ferrer se estabeleça como alternativa aos dois principais nomes.
Por essa razão é que os votos dos eleitores que ainda se apresentam indecisos devem ser disputados tanto por Dias – que vai querer vencer no primeiro turno – quanto Nunes que quer amealhar os votos dos indecisos na tentativa de crescer e levar a decisão a um novo turno. É óbvio que a candidatura de Elmano ajudaria a levar a disputa para o segundo turno se o senador tirar votos do governador, o que não parece ser o caso avaliando as pesquisas com mais profundidade.
Teresina, por exemplo, onde está concentrado o maior percentual de eleitores, terá a disputa marcada pelo equilíbrio. Desde 2014, quando o governador venceu Zé Filho por uma diferença de apenas 60 mil votos, que ele não apresenta uma performance comparada a de 2002 e 2006, onde a diferença ultrapassava os mais de 220 mil votos. Hoje com um bom cacife em Teresina, Elmano dificilmente repetirá a votação passada, mas pode disputar com Luciano, se tiver o apoio de Firmino Filho, boa parte do eleitor.
Quando a disputa vai para o interior o governador possui, de acordo com a pesquisa do Amostragem, um vasto espaço político-eleitoral que está lhe assegurando esse favoritismo mas que sobra espaço para o deputado Luciano Nunes trabalhar. Diante disso, é que se duvida que a candidatura de Elmano possa vir a atingir os votos que hoje asseguram Wellington Dias como candidato favorito. O que de verdade se nota é que sobrará pouco espaço na disputa para uma terceira via.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana

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