sexta-feira, 27 de abril de 2018

RELEMBRANCAS & NOVIDADES

História em Debate 
José Carlos Ribeiro 
Outrora, Ginásio São Luiz Gonzaga em Parnaíba
Quando estudava no Ginásio São Luiz Gonzaga, desde o curso primário, havia um curriculum pedagógico que abrangia do ensino de música, de trabalhos manuais educação moral e cívica, leitura e analise léxica e lógica do português e educação física. Comparados aos currículos de hoje, praticados nas escolas, eram bem mais carregados. Entretanto, já entrávamos no Ginásio através de uma espécie de vestibular: exame de admissão ao ginásio — bem mais preparados e imbuídos de civismo e de noções de educação moral e cívica e até de etiqueta social. Não entendo porque se descartaram as matérias mencionadas. Acho-as necessárias, quando observo e avalio o nível cultural dos abortos que já ingressaram, hoje, no segundo ciclo. Na maioria, desconhecem noções de Historia do Brasil, de Geografia do Brasil e do Mundo; tampouco conhecem ou tem noção de civismo e de educação moral. No Ginásio, hoje segundo ciclo, estudávamos Latim e línguas. As aulas eram dadas em Francês e Inglês, de que adquiríamos não só noções, pois éramos obrigados fazer traduções e até a escrever dissertações interpretando trechos de livros adotados. Os colégios mantinham Grêmios Cívicos e Literários, que organizavam, obrigatoriamente, sessões semanais nas quais eram designados
os alunos que deveriam falar; recitavam-se poesias; interpretavam-se trechos literários; promoviam-se discussões sobre temas os mais diversos. Os Grêmios não deixavam passar nenhuma data cívica, sem realizar uma sessão extraordinária solene. Mas não ficava só nisso. Estimulava-se a criação de times de futebol, basquetebol, voleibol entre outros esportes. Cada colégio dispunha de equipamentos para prática de esportes. Sempre se realizavam campeonatos internos e, no dia da Juventude, em setembro, os Colégios, em conjunto, promoviam torneios gigantes, nos quais se disputavam várias modalidades de esportes olímpicos. No dia da Juventude, os Colégios realizavam uma marcha pelas ruas da cidade, sempre prestigiada pela população. Lembra-me — era do que queria falar — de um debate sobre História do Brasil, realizado no Grêmio Cívico Literário Tiradentes, do Ginásio São Luiz. Esse debate estendeu-se per várias sessões e empolgou toda a turma que se posicionou ao lado dos dois debatedores. Os dois debatedores eram o ex-ministro João Paulo dos Reis Veloso de um lado e, se não me engano, o Novaes, do Maranhão, hoje, Deputado Federal. Reis Veloso defendia a tese de que Calabar — nos tempos das guerras contra Mauricio de Nassau -- fora, realmente, um traidor. Enquanto, em contraponto, o Novaes — ou era o Raimundo Cunha? defendia o Calabar, tentando provar sua inocência e descartar sua pecha de traidor. Relembro esses fatos, para mostrar coma as escolas eram dinâmicas e os alunos gostavam de participar das aulas e eventos. Hoje, nos feriados cívicos, mesmo na data da independência, os colégios estão de portas cerradas e as alunos nas praias e shoppings. Como podem os alunos desenvolverem o civismo, se as escalas não contribuem para isso? Outro fato que me ocorre: nas aulas do História da Civilização, quando o professor falava de fatos ou vultos interessantes, a classe pedia que as aulas se prolongassem. Em Geografia, estudávamos as principais características dos estados brasileiros, suas principais cidades e aspectos econômicos e sociais. Igualmente, estudávamos geografia de todos os países do mundo. Na verdade, penso que os educadores e os responsáveis pela educação, no país, deveriam avaliar experiências vividas no passado e adaptá-las à modernidade. Aliás, é o que está fazendo, no Ceará, o Professor Marcondes Rosa, Presidente do Conselho de Educação do Estado, que vem desenvolvendo o projeto DESAFIOS EDUCACIONAIS. A experiência deveria ser imitada e posta em prática.
Foto/reprodução/web
Fonte: Email de bacellaradvogados
Edição: Mário Pires Santana

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