segunda-feira, 21 de maio de 2018

A falsa facilidade

Não existe eleição fácil, muito embora a vantagem inercial do candidato seja sempre um fator decisivo para que se amealhem mais ou menos apoios.
Por Arimatéia Azevedo
Ocorre agora no Piauí isso. O cenário eleitoral favorece imensamente o atual ocupante da principal cadeira do Palácio de Karnak, a sede do governo estadual. Mas cabe lembrar o ditado segundo o qual em eleição como na mineração, só depois da apuração. Assim, a vantagem inicial do governador não pode ser levada como elemento de definição da eleição ainda se faltando percorrer quase cinco meses – seja para os governistas, seja para a oposição. Neste sentido, quem está no governo precisa evitar que o favoritismo se converta em excesso de confiança e quem se posta na oposição deve entender que a chance maior do adversário não pode servir para superestimar essa força. Neste rumo, talvez fosse conveniente olhar para o candidato tucano, Luciano Nunes. Ele chegou e ainda segue sem o apoio do principal nome de seu partido. Porém, fez o que
nenhum dos postulantes ao Karnak conseguiu: botou sua campanha na rua, firmou-se candidato, viabiliza-se como nome da oposição. Luciano é, de longe, o candidato mais disposto que a oposição teve nos últimos 12 anos. Portanto, confirme-se por necessário: não há eleição fácil.
Luciano Nunes botou sua campanha como candidato a governador na rua.
Fonte: Portal AZ
Edição; Mário Pires Santana

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