domingo, 20 de maio de 2018

Eficiência parlamentar

Por Arimatéia Azevedo

Doze dos 11 congressistas do Piauí e mais três suplentes de deputado federal que ocuparam mandatos na atual legislatura (Silas Freire, Maia Filho e Flávio Nogueira) pretendem disputar reeleição neste ano. Numa virada da atividade parlamentar, hoje um congressista apresenta-se ao eleitor não como um legislador, mas como um executivo que viabiliza recursos através dos quais o governo estadual, prefeituras e organizações sociais e comunitárias fazem obras e serviços. Esse é um perfil pragmático do mandato parlamentar – que inclui, evidentemente, a propositura e votação de projetos de lei e medidas provisórias, como a impopular reforma trabalhista e a mais impopular ainda reforma da Previdência, que ficou pelo caminho. Assim, a parte menos vistosa da atividade parlamentar e que mexe com a vida de quase todo mundo (o ato de legislar) é deixada de lado na campanha. Melhor falar do que é bom, a liberação de recursos que altera pontualmente a vida dos eleitores em determinada região ou município e que rende votos (e dindin) que garantem a recondução do congressista ao mandato. Isso é bom ou ruim? Bem, pragmaticamente, para um Estado altamente dependente de verbas públicas federais para tocar sua economia, bom parlamentar é aquele que consegue fazer do seu mandato um eficiente mecanismo de liberação maciça de recursos para o Estado e as prefeituras. Por isso que ironicamente eles são chamados de construtores.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana

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