domingo, 3 de junho de 2018

O empréstimo

Por Arimatéia Azevedo

O desconforto que causou – e ainda causa – ao governo a não liberação de recursos de financiamento da Caixa Econômica Federal dá bem uma ideia do aperreio fiscal-financeiro em que está metido. O pagamento de obrigações correntes (as despesas do dia a dia, como salários, por exemplo) já exige um esforço muito maior que o de outros tempos. Daí porque, a redução de alíquotas sobre combustíveis é a última coisa em que querem ouvir falar o governador Wellington Dias e o seu agora muito pouco visto secretário da Fazenda, Rafael Fonteles. Mesmo com aumento real (ou seja, acima da inflação) das receitas de transferências e tributária (própria), o desarranjo fiscal em que o governo anda metido é alguma coisa de tirar o sono. O financiamento da CEF chega em boa hora para fazer frente a compromissos com investimentos (obras), segundo o governo. Para a oposição, é dinheiro que vai fazer caixa para custeio (despesas do dia a dia) – evitando um desastre fiscal iminente. Seja como for, o governo está aliviado com a liberação do financiamento. É um lenitivo ante a uma situação de agudeza, que se não for consertada poderá ensejar problemas fiscais com força suficiente para, digamos, criar embaraços ainda maiores nos próximos meses.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana

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