terça-feira, 19 de junho de 2018

O Plamta não pode morrer

Por Arimatéia Azevedo

Não é demais lembrar que o Estado do Piauí já possuiu o melhor plano de saúde do serviço público, sendo destaque entre outros estados da federação o modelo implantado no Piauí. O Plamta sempre foi uma referência para médicos, clínicas e hospitais, especialmente, pela pontualidade no pagamento dos credenciados. Eventualmente, pequenos atrasos passavam até despercebidos, recompensados pelo grande volume de serviços, uma vez que os servidores do estado (e seus familiares) sempre tiveram o antigo Iapep como referência e certeza de que teriam resolvidos prontamente os seus problemas de saúde. Lamentavelmente, gestões desastradas e, no passado, até desonestas, acabaram com tudo isto, jogando no ralo a presteza, a eficiência, e, acima de tudo, o bom atendimento aos seus assistidos, deixando o servidor na mão, em suas necessidades. Hoje, alguns exames especiais são marcados para até seis vezes depois, o que é um absurdo. Poucas vezes, o órgão de assistência médica do Estado teve uma gestão eminentemente técnica, sendo voz comum que os políticos destruíram as suas finanças, inclusive utilizando recursos da assistência médica para a construção de moradia, ação puramente populista, que foge dos objetivos do setor. Também o próprio governo é responsável, porque modifica, de acordo com as circunstâncias, a conta de gestão das cotas previdenciárias recolhidas dos servidores, sendo certo que já houve vezes em que milhões foram torrados em campanhas eleitorais, e outros muitos milhões foram desviados para a conta única da Sefaz, onde deixa rapidamente de existir: o Estado que desconta do servidor não recolhe ao órgão as parcelas devidas, fomentando, ainda mais, o rombo nas finanças dos órgãos da previdência e assistência. Por conta disso, os conveniados bradam que o descredenciamento está próximo. Porque já não acreditam nas promessas vãs. Mas o Plamta não pode morrer.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários são de responsabilidade de seus autores, e não refletem, de maneira nenhuma, a opinião do redator deste portal.