quarta-feira, 27 de junho de 2018

O poder dos canastrões

Por Arimatéia Azevedo

Em 2014, quando o MDB estava no Governo, apoiando a candidatura nati-morta do então governador Zé Filho, Wellington Dias elegeu-se para o terceiro mandato sem tomar conhecimento da existência de Marcelo Castro, Themistocles, Madison, enfim, não precisou de seus votos. Ganhou no primeiro turno, dividiu o governo com os aliados de primeira hora, ou seja, da campanha passada e, ainda, arranjou espaço para o mesmo MDB que rapidamente se tornou governista, numa avidez por cargos sem limites. Hoje, dividido, fatiado e já pensando no futuro governo que começará em 2019, o MDB parte para cima, querendo de Wellington não só a vice como também, a segunda vaga do Senado, que não mais terá. Portanto, hoje, sem a força e os votos de 2014 os lideres do partido se mostraram, prosaicamente, mais fortes que os demais aliados de Wellington Dias, superando até mesmo Ciro Nogueira que aparentemente demonstrava ter tanto poder, acima dos demais membros da bancada federal, que para alguns, só faltava fazer chover no Piauí. Porque todos
os recursos do governo federal aplicados no Estado a partir da gestão Michel Temer têm a digital do senador. Prefeitos o endeusam pela facilidade com que conseguiram verbas através do senador em todos os ministérios. E, no entanto, o cargo mais cobiçado, que era do seu partido, a vice-governadoria, foi solapado pela turma de Marcelo Castro, autênticos canastrões que já passam a acreditar que estarão certos de assumir o governo em 2022 quando Wellington Dias for disputar o Senado Federal em 2022. E aí, eles mesmos dirão que venceram, desta vez, quando estavam mais fracos que na campanha anterior.
Edição: Mário Pires Santana

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