domingo, 8 de julho de 2018

A mulher na quota

Por Arimatéia Azevedo

A delegada da Polícia Civil, Andrea Magalhães, desistiu de sua pré-candidatura à deputada federal, pelo ‘Solidariedade’, partido atualmente comandado no Piauí por Dr. Pessoa. Em extenso comunicado à imprensa, a agora ex-pré-candidata retira seu time de campo e diz que não vai ser usada pelo partido tão-somente para preencher a cota feminina. A denúncia, ou queixa, da delegada Andréa, de que o ‘Solidariedade’ iria usar sua candidatura só para fechar a cota de mulheres do partido, mostra aquele viés que, por mais que se queira evitar, insiste em exibir o lado machista dos políticos e, de outro, a parte preconceituosa. Como no Brasil tudo vira questão de quota, a determinação da Justiça Eleitoral para colocar a mulher na política, não deixa de ser apenas um verniz numa questão muito discutida, a da supremacia do homem no contexto. As chamadas cotas existem desde o ano 2000, criadas, inicialmente, para reservar vagas para alguns candidatos na Universidade de Brasília. De lá para cá, se tem cotas raciais e cotas sociais. Este ano, a Justiça Eleitoral resolveu impor que os partidos reservem pelo menos 30 por cento para
as mulheres, numa clara demonstração de que lei neste país é como vacina, umas pegam, outras não, porque tal determinação é ditada por uma lei de 1997. O problema é que, por melhor que sejam as intenções dos homens, poucos são os partidos que conseguem atingir tal cota. E, como se vê no exemplo de Andrea Magalhães, também são poucas as mulheres que aceitam.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana

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