sexta-feira, 13 de julho de 2018

Marta é escolhida como a mais nova embaixadora da ONU Mulheres

Marta Vieira da Silva. Este é o nome da embaixadora da Boa Vontade para mulheres e meninas no esporte da ONU Mulheres. A nomeação da jogadora de futebol alagoana foi anunciada na última quinta-feira (7). 
Por Tacyane Machado
No cargo, ela "dedicará seus esforços para apoiar a igualdade de gênero e o empoderamento das meninas e mulheres em todo o mundo, inspirando-as a desafiar estereótipos, superar barreiras e seguir seus sonhos e ambições no esporte".
Segundo a Agência ONU, Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da ONU Mulheres, ao nomear a atleta brasileira, afirmou que "sua própria experiência de vida conta uma história poderosa do que pode ser alcançado com determinação, talento e coragem".
"O esporte é uma linguagem universal; nos inspira e nos une, pois amplia nossos limites. Estamos ansiosas para trabalhar de perto com Marta para trazer o poder transformador do esporte para mais mulheres e meninas, e para construir rapidamente a igualdade", concluiu Mlambo-Ngcuka.
Marta é amplamente considerada a melhor jogadora de futebol feminino da atualidade. No momento, ela joga pelo Orlando Pride na Liga Nacional Feminina de Futebol dos Estados Unidos e também é atacante da seleção brasileira. Ela também é a maior pontuadora de todos os tempos do torneio da Copa do Mundo Feminina da FIFA e foi nomeada Jogadora do Ano cinco vezes consecutivas. Ela também foi membro das seleções brasileiras que conquistaram a medalha de prata nas Olimpíadas de 2004 e 2008 e foi nomeada uma das seis embaixadoras da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
"Estou totalmente comprometida em trabalhar com a ONU Mulheres para garantir que mulheres e meninas em todo o mundo tenham as mesmas oportunidades que homens e meninos têm para realizar seu potencial e eu sei, da minha experiência de vida, que o esporte é uma ferramenta fantástica para o empoderamento", disse Marta. "Por meio do esporte, mulheres e meninas podem desafiar normas socioculturais e estereótipos de gênero e aumentar sua autoestima", completou.
As mulheres no esporte são mais visíveis do que nunca: durante as Olimpíadas do Rio de 2016, aproximadamente 4.700 mulheres – 45% de todos os atletas – representaram seus países em 306 eventos. Mas as mulheres continuam a enfrentar sérios desafios: elas têm menos oportunidades, menos investimento e enfrentam discriminação e assédio sexual. Quando o fazem como atletas profissionais, enfrentam o teto de vidro e uma substancial diferença salarial. No ranking da Forbes, dos 100 atletas mais bem pagos, não havia uma mulher entre as principais ganhadoras do mundo.
Grifos do Editor
Fonte: Extra Parnaíba
(Com informações da Agência ONU de notícias)
Edição: Mário Pires Santana

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