terça-feira, 17 de julho de 2018

MDB deixa o Karnak às pressas e pode romper com Wellington

PT decidiu lançar Regina Sousa candidata a vice-governadora.
Por Paulo Pincel 
Reunião no Palácio de Karnak com o MDB/Foto/Jorge Bastos/PK
Depois de conversar com o governador Wellington Dias, no começo da noite de hoje (17), no Palácio de Karnak, o MDB deve anunciar na manhã desta quarta-feira (18), após reunir suas principais lideranças, que deixa a base do governador Wellington Dias para aderir a uma das candidaturas da oposição a governador. O presidente do MDB no Piauí, Marcelo Castro, foi o único a falar com os jornalistas, após o encontro com Wellington, que também evitou a imprensa.
A conversa não agradou o partido, que pretendia lançar o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho, como candidato a vice-governador, e defendia um “chapão” proporcional. O PT, que estyeve no Karnak um pouco antes do MDB, com o presidente do partido, deputado federal Assis Carvalho fechando questão em relação à vice e lançado a senadora Regina Sousa. E que disputará a eleição de deputado federal e estadual apenas com os candidatos do partido.
Themístocles Filho deixou o Palácio de Karnak às pressas, sem falar com os jornalistas. O mesmo fizeram os deputados estaduais João Madison, Pablo Santos, Severo Eulálio e Liziê Coelho, e os suplentes de deputados emedebistas Ismar Marques e Mauro Tapety, que participaram do encontro com o governador.
Marcelo Castro foi o único que atendeu à imprensa. “O MDB vai se reunir provavelmente amanhã pela manhã. Vai analisar o quadro e anunciar a posição que vai ser tomada sobre o que foi proposto a partir desta segunda. Eu não quero antecipar nada antes da gente se reunir para discussão, para que possa anunciar para todos, para sociedade”.
Marcelo Castro explicou que o MDB defende duas teses: Themístocles Filho como vice e o chapão para deputado federal e estadual. “Em primeiro lugar a coligação proporcional que isso é muito importante para o partido, é importante para a base, é importante para o governador. Porque a gente fazendo uma coligação só [o chapão] nós iremos fazer com a mesma quantidade de votos um deputado federal a mais e talvez dois a três deputados estaduais a mais. Essa razão que o PMDB defende: é bom para o MDB, é bom para todos os partidos e é bom para o governo. Porque se você perguntar governador Wellington Dias: você quer uma base com ‘x’ deputados federais ou com ‘x + 1’, com ‘x’ deputados estaduais ou com ‘x+3’? É claro que a resposta é óbvia. E em segundo o lugar, a vice. Então nós vamos analisar. Eu acho que não é conveniente a gente antecipar para não criar arestas. E amanhã a gente vai uniformizar o nosso ponto de vista”, explicou, antes de deixar o Karnak.
Themístocles Filho com Wellington Dias: o sorriso desapareceu depois da reunião [Foto: Jorge Bastos]
Fonte: Redação/Piauí Hoje
Edição: Mário Pires Santana

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