sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Horário eleitoral gratuito no rádio e na TV começa nesta sexta-feira (31)

Mais curta, a propaganda é uma das apostas de candidatos para crescerem nas pesquisas.
Por Ithyara Borges e Breno Cavalcante
Foto: Assis Fernandes/O Dia
Considerada fundamental na corrida eleitoral, a propaganda obrigatória no rádio e na televisão, que em 2018 terá dez dias a menos que em outros pleitos, começa nesta sexta-feira (31). Em meio ao crescimento das redes sociais na internet, os candidatos testarão, em um tempo mais curto, o poder de convencimento em mídias mais tradicionais.
Para o primeiro turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o horário eleitoral tenha duração de 25 minutos, sendo veiculada duas vezes ao dia e com inserções durante toda a programação. No rádio elas serão de 07:00 às 07:25 e de 12:00 à 12:25, e na TV de 13:00 às 13:25 e de 20:30 às 20:55.
A propaganda de candidatos a senador (7 min), deputado estadual (9 min) e governador (9 min) será exibida todas às segundas, quartas e sextas. Já os que disputam a presidência (12 min 30) e o legislativo federal (12 min 30) ocorrem nas terças, quintas e sábados. 
Levando em consideração a divisão entre todos os candidatos ao governo do Estado, Wellington Dias (PT) terá pouco mais de quatro minutos (48%) do total do tempo de propaganda, o maior entre os demais concorrentes e Luciano Nunes (PSDB) conta com quase dois minutos de exibição (17%), segundo maior. Lourdes Melo (PCO) ficará com menos de 1%, com apenas cinco segundos de publicidade eleitoral.
Além disso, a estimativa é que as inserções diárias para cada cargo eletivo em disputa totalizem 980 ao longo dos 35 dias de campanha eleitoral no rádio e na TV. A coligação de Wellington Dias terá 51% desse espaço, enquanto que candidatos da chapa de Sueli Rodrigues (Psol) terão 1,8% desse total de veiculações.
Candidatos com pouco tempo irão apostar em “corpo a corpo” e redes sociais
As estratégias utilizadas por candidatos para atrair eleitores e conseguir angariar votos são as mais diversificadas possíveis, passando por superproduções e criatividade para apresentar, ao menos, o número para votação. Disponibilizar inserções em rádios e TVs visa, de modo geral, apresentar os nomes que disputam os cargos eletivos e seus planos de governo, mas nem sempre o tempo é satisfatório.
No Piauí, os candidatos de partidos pequenos que estão na disputa pelo governo, por exemplo, por não terem tempo de apresentar, de fato, suas propostas irão investir no contato direto com os eleitores, nas ruas e nas redes sociais. 
A candidata Sueli Rodrigues (PSOL) terá 10 segundos e afirmou que, mesmo assim, utilizará o tempo para apresentar seus projetos. “Vai ser um desafio enorme fazer isso, mas vamos tentar divulgar nosso plano, para tentar tornar isso uma proposta de luta para sociedade, especialmente para as pessoas que vivem na extrema desigualdade. Além de realizar rodas de conversas para termos mais chance de divulgar nosso programa de governo”, explicou.
Com menos tempo ainda, Lourdes Melo, do PCO, disse que vai alertar a sociedade a lutar contra o que ela considera golpe nos cinco segundos que tem disponível na propaganda. “Vamos ter que explorar a internet, é que o único espaço que ainda temos de comunicação democrática. Mas na TV e no rádio vamos precisar ser criativos. Vamos ter que se virar nos cinco segundos para falar com a população”, pontuou. 
A reportagem do Jornal O Dia também tentou contato com os candidatos que possuem mais tempo de TV e rádio Wellington Dias (PT) e Luciano Nunes (PSDB), mas não obtivemos resposta sobre as estratégias que serão utilizadas até o fechamento desta matéria.
Confira a matéria completa na edição desta sexta-feira do Jornal O Dia.Edição: João Magalhães
Fonte: portalodia.com
Edição: Mário Pires Santana

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