segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Lagoa seca e mata milhares de peixes no Sul do Piauí

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Sobral, não há mais vida na lagoa.
Do Fort Notícias 
Lagoa de Parnaguá seca/Foto/Israel Guerra/Fort Noticias
A Lagoa de Parnaguá, no Sul do Piauí, está completamente seca e milhares de peixes morreram. Os desmatamentos e as queimadas são as principais causas do assoreamento dos rios e lagos da região. O abastecimento de várias cidades da região está comprometido.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Sobral, não há mais vida na lagoa. “A morte da lagoa é uma catástrofe anunciada. Se não houver a preservação dos rios Corrente e Paraim, principais afluentes, a lagoa vai desaparecer em pouco tempo”, alertou o secretário ao Portal FN.
A Lagoa seca também impactou a economia da região. A pastagem ficou seca e o gado magro.No mês de março deste ano a secretaria de Meio Ambiente do Estado em parceria com a Prefeitura de Parnaguá, fizeram o povoamento da lagoa colocando cerca de um milhão de peixes (alevinos).
Sobral disse ainda que a prefeitura de Parnaguá já começou as obras de desobstrução do leito do rio Paraim, para que as águas do rio no período das chuvas, chegue à lagoa. A última chuva que caiu na região foi há seis meses, a previsão meteorológica para as próximas é para o mês de novembro, quando a
situação estará bem pior.
O ambientalista Absalão Castro, presidente da Fundação Lagoa de Parnaguá – FULAPA, há 20 anos vem alertando sobre a degradação nas margens da lagoa. Em 2009 ele conseguiu por meio de um decreto municipal que fosse transformado cerca de 70 mil hectares em Parque Ambiental Municipal e em Área de Proteção Ambiental –APA Lagoa de Parnaguá, 9.600 hectares.
Para Israel Guerra, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Gurguéia, é preciso unir forças; governos e sociedade civil, para juntos, buscarem soluções para a revitalização de uma das maiores lagoas naturais da região Nordeste, que possui 12 quilômetros de extensão por seis de largura.
Fonte: Piauí Hoje
Informações: Fort Notícias
Edição: Mário Pires Santana

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