sábado, 29 de setembro de 2018

MULTIDÕES SE LEVANTAM NO BRASIL CONTRA O FASCISMO DE BOLSONARO

Em todo o Brasil, milhares de brasileiros, liderados pelas mulheres, se levantaram contra o fascismo representado pela candidatura de Jair Bolsonaro; na Cinelândia, no Rio, uma multidão aderiu ao movimento #elenão, que também se espalhou por diversas cidades do Brasil e do mundo; segundo a vice na chapa presidencial do PT, Manuela D'Ávila (PCdoB), manifestantes estão comprometidos "com a democracia, com a dignidade e com a liberdade das mulheres"; repúdio à misoginia e ao fascismo de Bolsonaro vai além do Brasil: atos ocorrem em países como Portugal, Itália, Argentina, Alemanha e França.
Por Rio 247
Milhares de mulheres comparecem às ruas em várias capitais brasileiras para se manifestar contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), repudiado cada vez mais pelo público feminino por causa de suas posições misóginas. Os atos deste sábado (29) ocorrem em várias capitais e também em países como Portugal, Itália, Argentina, Alemanha e França. A deputada federal Benedita da Silva (PT-DF) afirmou que se trata de "um dia histórico em defesa da democracia e das
liberdades individuais contra o racismo, o machismo e a intolerância".
A vice na chapa presidencial do PT, Manuela D'Ávila (PCdoB) também criticou o candidato. "Defendemos o 13 e os direitos dos trabalhadores. Elenâo. Gritamos Fora Temer. EleNão. Defendemos que as mulheres, negros, indígenas, LGBT’s tenham dignidade. EleNão", afirmou. 
O presidenciável do PSL já proferiu declarações, como "eu tenho 5 filhos. Foram 4 homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher". A declaração foi concedida em palestra na Hebraica, no Rio de Janeiro, em abril do ano passado.
Em 2014, o deputado federal disse que não estupraria a colega Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não merecia. "Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece", afirmou o congressista, após a parlamentar defender vítimas da Ditadura Militar (1964-1985).
A mobilização inicial foi marcada pelo movimento Mulheres Unidas Contra Bolsonaro e depois se espalhou por várias capitais brasileiras. No último dia 19, movimento divulgou um vídeo dizendo que "não sabe respeitar uma criança. Ele não sabe respeitar uma mulher. Ele não respeitar as diferenças e tudo tem que ser do jeito que ele quer". 
Outra declaração repudia pelas mulheres, que representam mais de 50% do público feminino, veio do general Hamilton Mourão (PRTB), vice de Bolsonaro. O militar disse o narcotráfico recruta jovens de famílias pobres "sem avô e pai, mas com avó e mãe". "A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, mas sim mãe e avó. Por isso, é uma fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narco-quadrilhas", afirmou.
Fonte: Brasil 247
Edição: Mário Pires Santana

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