segunda-feira, 17 de setembro de 2018

SOBRE A SUPOSTA ENTREVISTA DO JN AO HADDAD

Por Arcírio Gouvêa Neto

Como jornalista, diretor da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e secretário de uma comissão de defesa da liberdade de expressão me sinto envergonhado vendo o jornalismo brasileiro acabar de ser vilipendiado e ultrajado por Willian Bonner e Renata Vasconcellos.
Nesta sessão de inquisição aos melhores moldes dos inquisidores da Idade Média. Isso não foi e jamais será jornalismo. Trabalhei em duas oportunidades no jornal O Globo, desfrutei da companhia de mestres do jornalismo da empresa e tenho certeza absoluta que mesmo os jornalistas do passado que lá trabalharam se vissem o que vi hoje estariam tão revoltados quanto eu. Uma coisa é você ter sua ideologia política na vida pessoal, outra coisa é você transportar essa ideologia à vida profissional, para seguir servilmente à determinação do patrão. 
Já vi muita gente boa se recusar a fazer um papel asqueroso como o dessa dupla essa noite, e eu sou uma delas. Sinto pelo trabalho correto e ilibado de velhos companheiros que deram a vida pelo engrandecimento da imprensa em nosso país e não mereciam o que aconteceu hoje. Acho que o mínimo que poderia ocorrer em um estado democrático de direito é sua população se indignar com o que houve essa noite. 
Quem perde não é o PT e nem Lula ou Haddad é a liberdade do pensamento e da expressão de uma nação inteira. Uma noite pra ser esquecida, diria Carlos Heitor Cony.
Fonte: Página do Facebook do jornalista, F. Carvalho
Edição: Mário Pires Santana

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