segunda-feira, 15 de outubro de 2018

A cara do governo será outra

A coligação governista elegeu 24 deputados estaduais de 8 partidos e 8 deputados federais de 6 partidos, além dos dois senadores, cada um de um partido diferente, configurando uma vitória esmagadora contra os adversários.
Por Paulo Fontenele
A força eleitoral da chapa governista, porém, pode trazer um problema na composição da equipe que auxiliará o governador na tarefa de administrar o estado, porque terá de montar um time com a necessidade de reduzir a máquina para economizar nas despesas.
É óbvio que quem se elegeu ou o partido com uma bancada, de certo modo numerosa, vai reivindicar mais espaço no governo e pastas de grande relevância no contexto da administração pública estadual. Wellington Dias vai precisar conversar muito com seus aliados para montar uma equipe que satisfaça a todos mas até o limite que ele pode atender. Não é mais possível manter a estrutura atual, principalmente a existência de coordenadorias criadas para acomodar aliados de
última hora. Incluindo o PT, são 9 partidos que fizeram parte do apelidado “chapão” que elegeu 24 deputados estaduais e 8 federais (PT/PP/MDB/PDT/PTB/PR/PSD/PRTB e PC do B) e que portanto vão querer participar. PT/PP e MDB, obviamente, vão querer maior quinhão por serem as maiores bancadas. Juntos representam 16 deputados estaduais e 5 federais, além dos dois senadores, ou seja, vão querer ficar com a maior fatia do bolo dos cargos, porque só a soma deles representa a maioria absoluta na Assembléia.
Por ter entrado no governo somente no final do ano passado, o MDB ocupa no governo apenas um cargo de 1º escalão, no caso a Secretaria de Assistência Social, pois os demais são de 2º, destacando-se apenas o DER (Departamento de Estradas de Rodagem), enquanto os demais são coordenadorias. Agora não. O partido, alegando ter 1 senador, um deputado federal e 6 estaduais vai querer ampliar seus espaços na administração estadual para fazer jus à sua representatividade parlamentar.
O PP, por sua vez, é aliado de primeira hora do PT, estando com o partido desde as eleições de 2014. Por ter 1 senador (agora reeleito), 1 deputado federal e 1 estadual, o PP tem participação, digamos, regular, no governo; Secretaria de Transporte, além do Detran (2º escalão), co-participação na Secretaria de Saúde e diretorias em órgãos e empresas do estado. Nesta eleição, conseguiu eleger, além de Ciro Nogueira, duas deputadas federais e cinco deputados estaduais. Vai reivindicar mais espaços.
Embora tenha ampliado sua bancada estadual de 3 para 5 deputados, o PT perdeu a cadeira de senador conquistada em 2010 e manteve os dois deputados federais. Por ter eleito o governador, o partido continuará mantendo cargos estratégicos no governo, embora tenha que ceder espaços para os aliados. O partido não deve mais ficar com Educação, Saúde, Fazenda e Agricultura. O que parece ter unido os aliados na eleição pode se repetir na composição, desde que os critérios sejam respeitados. A cara do governo neste novo mandato será outra.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana

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