domingo, 7 de outubro de 2018

Day after

Nos anos 80, um filme de enorme impacto chamado “O dia seguinte” (“Day after”, na grafia em inglês) contava como seria o mundo após um ataque nuclear recíproco entre as duas superpotências – Estados Unidos e União Soviética.
Por Arimatéia Azevedo 
Nos anos 80, um filme de enorme impacto chamado “O dia seguinte” (“Day after”, na grafia em inglês) contava como seria o mundo após um ataque nuclear recíproco entre as duas superpotências – Estados Unidos e União Soviética. Não que tal impacto ocorrerá no Brasil amanhã, o dia seguinte a uma eleição surpreendente, em que dois candidatos de espectros ideológicos extremados devem se enfrentar no segundo turno, mas o impacto será grande o bastante para alterar muitas das percepções políticas que temos até aqui. Tragam-se os efeitos para nosso quintal: até agora, somente houve campanha formal para o candidato que as pesquisas apontam como o segundo colocado, Fernando Haddad. O primeiro colocado nas pesquisas, Jair Bolsonaro, se move por uma
inércia como nunca se viu na história eleitoral do país: a sua campanha tem motor próprio, mas certamente os políticos tradicionais ou convencionais devem se incorporar à campanha em segundo turno. Mais que isso: uma vitória provável demais do candidato antissistema o obriga a buscar a ter apoio no Congresso, onde já costura alianças com as bancadas postas acima dos partidos (ruralistas, evangélicos, “bancada da bala”). Só que o apoio deve seguir o padrão de sempre, com a ocupação de espaços administrativos. Ou seja, esse segundo turno pode obrigar os congressistas eleitos a atuar mais para não ferir seus interesses que para defender os interesses dos dois candidatos que buscam votos.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários são de responsabilidade de seus autores, e não refletem, de maneira nenhuma, a opinião do redator deste portal.