domingo, 21 de outubro de 2018

O Pacificador

Por Arimatéia Azevedo

Dentro de uma semana os brasileiros voltam às urnas para escolher o seu novo presidente. O eleito terá uma série de desafios a vencer, como retomar uma rota de crescimento da economia, melhorar a confiança dos investidores estrangeiros, reduzir despesas públicas, o que implica em medidas amargas, como a reforma da Previdência. Tudo isso é parte de um pacote de ações que todos os governos brasileiros prometem desde a redemocratização, mas que nunca cumprem ou quando cumprem o fazem pela metade. Todos têm consciência, com efeito, de que é preciso adotar medidas duras para que o país volte aos trilhos e siga com segurança num caminho de desenvolvimento. Ocorre é que desde 2014, a eleição no Brasil não termina quando acaba. Desde 2014 vivemos um permanente estado de beligerância que produziu o impeachment de uma presidente, um governo pífio do sucessor, sequestrado por seus próprios escândalos, e descambou para uma divisão ideológica da sociedade que agora se impõe entre duas propostas muito antagônicas e radicais. O clima de tensão prossegue e a tarefa do eleito será bem mais que consertar estragos econômicos. Precisará ele de uma concertação para o bem do país, o que significa pacificar antes de governar.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana

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