segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Produtos artesanais são fontes para complementar renda

Empreendedora conta que negócio começou como terapia, depois de ser diagnosticada com Síndrome do Pânico.
Por: Isabela Lopes
Foto: Divulgação
Produtos artesanais têm ganhado cada vez mais o gosto da população, não somente por ser algo feito à mão e ter melhor acabamento, mas por serem peças únicas e, muitas vezes, exclusivas. Para fabricar produtos artesanais é preciso dom e muita criatividade, afinal, não é fácil desenvolver diversas peças exclusivas. Além disso, a venda desses itens também serve como fonte extra de renda, complementando assim o orçamento familiar.
A administradora Glaucia Sousa (28 anos) está há pouco mais de dois anos no seguimento de bolsas artesanais. Ela conta que o negócio começou como uma terapia, depois de ser diagnosticada com Síndrome do Pânico após o nascimento de sua filha, há três anos. A recomendação médica veio como uma forma de aliviar os sintomas, mas acabou tornando-se um hábito e um gosto.
“Eu nunca tinha pego em uma máquina de costura, aliás, nem tinha uma. Comprei pela internet a mais barata que achei, já que era só para passar o tempo mesmo. Comprei uns cursos de artesanato online e fui fazer o que dava vontade. No começo queria fazer coisas para bebê, a ideia de fazer bolsas veio de uma amiga que me viu com uma bolsinha que eu tinha feito e queria uma igual, daí fui tomado gosto pela coisa e hoje é minha terapia favorita”, conta a administradora.
Quem também começou seu negócio como um passatempo foi Eliane Gomes de Oliveira (60). Aos 08 anos ela aprendeu a fazer crochê e foi evoluindo e aprendendo outras técnicas e utilizando outros materiais. Hoje, confecciona biojoias -peças fabricadas com madeira e sementes- e acessórios de patchwork -feitos com retalhos de tecidos.
“Eu já fiz de tudo. Já pintei telas, fiz enxoval de bebê, colcha de cama, bordados, pintura em tecido. Mas, há cinco anos, me despertou esse interesse pelo tecido e, com a internet, foi pesquisando e aprendendo técnicas e coisas novas e hoje faço produtos para casa em tecido, como bolsas, nécessaire, porta-cartão, carteira e porta-garrafa d’água, sendo que este é algo novo e com boa aceitação”, explica.
Investimento
Como a produção das peças começou como uma terapia, Glaucia Sousa explica que não investiu muito e, somente após seis meses, ela recebeu encomendas, quando decidiu se especializar na área. Ela comenta que o retorno foi lento, pois conciliava seu tempo com os cuidados da filha recém- -nascida.
“Com as poucas encomendas que eu recebia foi possível pagar minha máquina e ainda sobrou um pouco. O mercado de bolsas artesanais tem crescimento bastante, devido a personalização e exclusividade de cada peça. É uma área que não demanda muito investimentos no início, isso, claro, dependendo do seu público alvo. Porém, requer atualização constante, de modelos e produtos novos”, acrescenta a administradora.
Já Eliane Gomes conta que, no início, comprou uma máquina, alguns tecidos, aviamentos e os materiais necessários. O mais caro ficou por conta das réguas, que são especiais, devido à técnica do patchwork.
“Eu tinha uma máquina simples, então comprei uma computadorizada e automática, tecidos, réguas diferenciadas, esquadros especializados. Eu gastei mais de R$2 mil só com essas coisas, que quando vai somar, fica mais caro que o próprio tecido, apesar de que eles também são caros, sobretudo os importados e com estampa digital”, frisa.
Fonte: portalodia.com
Edição: Mário Pires Santana

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