sábado, 6 de outubro de 2018

TRE realiza auditoria em urnas para verificar confiabilidade da votação

A validade da urna eletrônica tem sido questionada, mas magistrados afirmam que nunca foi verificada fraude no processo.
Por Amanda Pliveira
O sorteio das urnas eletrônicas que serão auditadas (Foto: Elias Fontinele/ODIA)
Nas eleições deste ano, a validade da urna eletrônica está sendo muito questionada, inclusive por candidatos. Pensando nisso, a Justiça Eleitoral desenvolve estratégias para comprovar a confiabilidade da urna eletrônica. Uma delas é a conhecida votação paralela, hoje chamada de auditoria da urna eletrônica. Realizada em todo o país, essa auditoria consiste na simulação de uma eleição, com sorteio de seis urnas (realizado na manhã deste sábado, 6), que serão auditadas.
Das seis urnas sorteadas, três serão levadas para a Comissão sob escolta da Polícia Federal para a auditoria e três serão auditadas no próprio local de votação amanhã (7). A votação será registrada e filmada. As urnas que serão levadas para o plenarinho da Assembleia Legislativa serão substituídas por outras, previamente preparadas para a eleição dentro dos padrões de segurança. Neste caso, ainda, a apuração da urna será comparado com voto em cédulas, para verificar a validade da votação.
O juiz José Vidal, que é presidente da comissão de Votação Paralela, esclarece que a intenção é verificar, por amostragem, o correto funcionamento das urnas eletrônicas. “Não entendemos bem o funcionamento da urna e parece algo assustador. Isso já aconteceu em outras eleições e nunca foi verificado nenhum tipo de fraude”, pontua o magistrado.
Segundo o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI), desembargador Sebastião Ribeiro Martins, defende a confiabilidade da urna eletrônica. “É um produto brasileiro. Hoje 25 países do mundo já adotam a urna eletrônica. Nos EUA, 11 estados adotam a urna eletrônica. A cada ano, ela é mais aperfeiçoada tecnologicamente, com o uso de criptografia e o sistema de apuração é totalmente seguro”, relata.
O procurador eleitoral Patrício Noé da Fonseca reforça que a auditoria é feita para dar transparência e publicidade aos procedimentos da Justiça Eleitoral. “Para que o eleitor tenha confiança e saiba que a Justiça atua com total credibilidade, transparência e isenção. Não tem nada de mistério, não tem nada de secreto nas urnas”, destaca. 
Fonte: portalodia.com
Edição: Mário Pires Santana

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