quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Em um mês, Piauí perde quase 1 mil novas vagas de emprego

Ao todo, 7.325 pessoas foram admitidas no Piauí somente no mês de outubro, enquanto 7.076 postos de trabalho foram fechados.
Por Nathalia Amaral e Lalesca Setúbal
Em um mês, Piauí perde quase 1 mil novas vagas de emprego. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)
Após nove meses procurando emprego, Rafael Albino, foi contratado para ser funcionário do comércio em Teresina. Assim como ele, outras 7.325 pessoas foram admitidas no Piauí somente no mês de outubro. Apesar de ser um bom número, o saldo positivo é de apenas 250 vagas. Isso porque, no último mês, o estado apresentou uma redução de 7.076 postos de trabalho. A informação é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (21) pelo Ministério do Trabalho.
Em comparação ao mês de setembro, quando o Piauí registrou aumento de 1.219 vagas de emprego, a redução de vagas no estado é de 79%, ou seja, quase 1 mil vagas. O melhor desempenho no mês de outubro, em números absolutos, foi registrado pelo setor do comércio, com saldo positivo de 373 novos empregos. Neste setor, 2.134 trabalhadores foram admitidos e 1.761 foram demitidos. 
Segundo o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado do Piauí (Sindilojas-PI), Tertulino Passos, as vagas abertas no comércio durante o ano têm sido, em parte, para preencher os postos de trabalho perdidos nos últimos anos. “Durante todo o ano de 2018, a gente vem falando que o lojista está mais animado, e essa animação não foi só pra venda, mas também para fazer contratações. Houve, na realidade, o preenchimento de vagas, e isso veio para contribuir para esse nível de emprego”, afirma, acrescentando que os próximos três meses devem ser positivos para a geração de novos postos de trabalho no estado.
Percentualmente, o setor agropecuário teve o desempenho mais expressivo ao longo do mês de outubro, com variação mensal de 1,42%. Ao todo, a agropecuária gerou 138 novas vagas, com 935 admissões e 797 demissões durante o mês. Já a queda no número de vagas foi puxada no estado pelo setor de serviços, que fechou o mês de outubro com redução de 317 postos de trabalho. No setor, o número de admissões é de 2.740, enquanto o índice de demissões foi de 3.057. Em números percentuais, o setor de Serviços Industriais de Utilidade Pública registrou o maior saldo negativo no Piauí, com redução de 1,8% postos de trabalho.
O economista Fernando Galvão explica que, apesar da redução do número de vagas, o setor de serviços é um dos que mais se destaca na geração de empregos. (Foto: Folhapress)
O economista Fernando Galvão explica que, apesar da redução do número de vagas, o setor de serviços é um dos que mais se destaca na geração de empregos. “O setor de serviços teve um salto nesse terceiro trimestre que representa julho, agosto e setembro, com 958 empregos gerados”, pontua, acrescentando que, com o pagamento de 13º salário e férias, a expectativa é de que haja uma maior injeção de renda fazendo a economia responder positivamente no fim deste ano.
De acordo com o economista, a geração de emprego no mês passado representa a recuperação da crise econômica no país nos últimos três anos. “[A crise] teve um impacto avassalador no nível de empregos no Brasil. Em 2017 e 2018, a gente começa a ter uma pequena recuperação nesses indicadores de emprego”, finaliza. O economista destaca ainda que os setores de fármacos e cosméticos foram os únicos que não foram afetados pela crise, com aumento dos postos de trabalho.
Fonte: portalodia.com
Edição: Mário Pires Santana

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