sábado, 1 de dezembro de 2018

A gordura criada

O sucesso do quarto mandato de Wellington Dias depende só e somente só do governador.
Por Arimatéia Azevedo
Medidas fiscais duras precisam ser tomadas, sem qualquer chance se ficar dourando a pílula ou de se tentar promover uma reforma administrativa meia-boca. Será preciso cortar na carne, reduzir o número de secretarias, de cargos de confiança, das chamadas condições especiais de trabalho. Há que passar um pente fino nas despesas correntes para se saber onde é possível cortar gastos. Mas que não se faça um esforço de disciplina fiscal de qualquer jeito, com cortes lineares. Será preciso agir com racionalidade, verificando onde se pode e se deve proceder os cortes. Espera-se é que o governo saiba disso, porque quem ouve o governador e os seus mais próximos assessores falando tem a nítida impressão de que eles parecem fazer parte não de um esquema política que nos últimos 16 anos governou o Estado por 11 anos, sempre com o titular na figura do próprio Wellington Dias. Numa visão mais objetiva das coisas: se em 16 anos, foi o próprio atual mandatário quem deu as cartas durante 11 anos, ele mais do que ninguém tem a obrigação de saber onde deve haver gorduras de sobra na máquina pública – parte dessa gordura, aliás, criada pela vontade de sua excelência para acomodar uma penca de aliados políticos. E como a hipertrofia da máquina é em boa parte uma obra do próprio governador em 11 anos de mando, nem culpar os outros ele poderá fazer.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana

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