segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

É a economia...

Por Arimatéia Azevedo do Portal AZ

Os números da arrecadação de ICMS por município no exercício de 2018 ainda estão por sair, mas quando forem divulgados seria bom as pessoas olhassem para eles com acuidade. Iriam perceber que mudanças econômicas se fazem muito mais pela iniciativa das empresas que de governos e que o dinheiro de impostos precisa ser cada vez melhor aplicado. Algumas cidades do Piauí estão experimentando uma injeção de recursos como nunca antes houve nos cofres públicos, graças a impostos gerados pelo setor privado. Um exemplo é Uruçuí. Em 2017, após um ano anterior de números negativos na safra, o ICMS gerado por lá foi de R$ 939,9 milhões, o maior do Estado depois da capital, Teresina, que gerou R$ 8,7 bilhões deste tributo no mesmo ano. Surpreende que nesta lista esteja a cidade de Simões, no semiárido piauiense. Em 2017, a receita desse imposto gerado lá foi de R$ 792,3 milhões, mais que Parnaíba, que se contentou com R$ 719,4 milhões. No caso de Simões, o dinheiro do imposto vem das energia gerada pelas usinas eólicas, as mesmas que fizeram o ICMS de Curral Novo do Piauí saltar de R$ 2,3 milhões em 2016 para R$ 323,9 milhões em 2017. 
Torres de energia éolica no sertão do Piauí: dinheiro nos cofres municipais (Foto: reprodução internet)
O avanço da construção de usinas eólicas e fotovoltaicas e de fabricas de aerogeradores para nas cidades de Lagoa do Barro e Pio IX devem ser impulsionadores de uma nova realidade tributária naquelas cidades.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana

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