domingo, 20 de janeiro de 2019

E se...

Por Arimatéia Azevedo do Portal AZ

Uma movimentação atípica de um gabinete de um deputado estadual do Rio de Janeiro, Fabrício Queiroz, pode ser uma boa chance de passar a limpo uma prática bastante corriqueira de corrupção, concretizada numa operação aparentemente limpa que consiste em nomear pessoas e pegar delas um “pedágio”, ou seja, apropriar-se de parte considerável da remuneração – a maior parte, aliás. O caso de Queiroz ganhou notoriedade porque ele era um estafeta de um deputado estadual que se elegeu senador e é filho do presidente da República. O caso seria apenas mais uma banalidade na vastidão podre da corrupção sistêmica no pais não fosse o fato de Flávio Bolsonaro ser o filho de presidente Jair Bolsonaro. A situação respinga no presidente e cria no mínimo um grande embaraço para quem chegou ao Planalto a bordo de um discurso de moralização da atividade política e da vida pública. Bem, é o que se espera que ocorra, podendo começar pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ampliar seu olhar para todas as Assembleias Legislativas e pelo menos as Câmaras de Vereadores das cidades com mais de 100 mil almas. Haveria um escândalo de dimensões bíblicas, para dizer o mínimo. E isso poderia até fazer o jovem Bolsonaro apenas um sujeito descuidado que não soube agir na conformidade da lei.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana

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