quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Kasper denuncia que os inimigos do Papa "querem um novo conclave"

POR INSTITUTO HUMANITAS UNISINOS - ADITAL
De Viganò ao cardeal Burke, passando pelos meios anti-Francisco, como o EWTN ou o National Catholic Register, não faltam vozes na Igreja que estão usando a crise dos abusos sexuais para tentar derrubar o Papa Francisco. Esta traição ao pontífice está chegando a níveis tão inesperados que foi denunciada até pelo cardeal Walter Kasper, que afirmou que os inimigos de Bergoglio querem já "um novo conclave".
A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 15-01-2019. A tradução é de Graziela Wolfart. O presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos se referiu à crise dos abusos em uma recente edição do programa Report München, exibido pela cadeia estatal alemã ARD, e lamentou que há católicos que estão aproveitando os escândalos dos abusos na Igreja para tirar Francisco do seu cargo como sucessor de Pedro.
"Tem gente que simplesmente não gosta deste pontificado", denunciou o purpurado alemão. "Querem que ele termine o quanto antes para depois ter, assim, um novo conclave. Querem também que este conclave seja a seu favor, para que o resultado seja de acordo com suas ideias", acrescentou Kasper.
De acordo com o prelado, estes inimigos do Papa se deram conta que a crise dos abusos pode ser um momento propício para avançar sua agenda anti-Francisco. Precisamente, estão prosseguindo com a estratégia totalmente "inapropriada" de converter a discussão sobre os abusos "em uma discussão sobre o Papa Francisco", o que também equivale a "um abuso do abuso".
"Isto desvia a atenção do verdadeiro problema - e esta é a parte ruim", explicou Kasper, acrescentando que a discussão sobre Francisco "está nos distraindo" do que realmente está em jogo, que é o desenvolvimento de melhores "medidas de prevenção" das agressões a menores.
Edição: Mário Pires Santana

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