sábado, 19 de janeiro de 2019

MOURÃO JÁ ANTECIPA A DEMISSÃO DO CHANCELER DE JAIR BOLSONARO

Prestes a assumir a presidência da República, o vice-presidente Hamilton Mourão já deixa claro que o chanceler Ernesto Araújo poderá ter vida curta no cargo. "Terá Ernesto condições de tocar e dizer o que é a política externa do Brasil? Porque ele não falou o que pretende fazer", disse ele, em entrevista à revista Época, do grupo Globo. Mourão também ironizou a submissão de Araújo aos interesses de Israel e dos Estados Unidos. "Vai todo mundo virar israelense desde criancinha? Vai todo mundo virar fã dos americanos de qualquer jeito?"
Por Brasil 247

O chanceler Ernesto Araújo, que foi indicado pelo astrólogo Olavo de Carvalho para comandar a política externa do Brasil, provocando revolta nos quadros técnicos do Itamaraty, poderá ser demitido assim que o vice-presidente Hamilton Mourão assumir a presidência da República, durante a cirurgia de Jair Bolsonaro para a retirada de uma bolsa de colostomia, prevista para ocorrer em fevereiro.
É o que fica claro na entrevista concedida por Mourão à revista Época, da Globo, neste fim de semana. "Terá Ernesto condições de tocar e dizer o que é a política externa do Brasil?. Porque ele não falou o que pretende fazer", disse Mourão. O vice-presidente também ironizou a submissão de Araújo aos interesses de Israel e dos Estados Unidos. "Vai todo mundo virar israelense desde criancinha? Vai todo mundo virar fã dos americanos de qualquer jeito?", questionou. "A diplomacia são métodos e objetivos, não um fim. É preciso inserir conceitos claros, não interferir em assuntos de outros países. E ainda não está claro."
A reportagem informa que Mourão tem se reunido com embaixadores de diversos países, como Argentina, Rússia, Ucrânia, Holanda e França, sem a presença do chanceler, como seria praxe. "Está faltando prudência. Não podemos falar qualquer coisa e depois desfalar. Agora é tempo de analisar. Não é tempo de sacar soluções da cartola. A palavra é prudência."
Neste sábado, a Globo implodiu de vez o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), ao apontar pagamento suspeito de R$ 1 milhão.
Fonte: Brasil 247
Edição:Mário Pires santana

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